Review presente na edição nº39 (Orson Welles) da
Michael O’Hara (Orson Welles), um
marinheiro Irlandês (Welles faz um sotaque um tanto ou quanto irritante, sendo
sem dúvida essa a coisa que mais me incomodou durante filme) é quem nos narra
os acontecimentos da história desde o primeiro minuto. Uma noite conhece a
belíssima Elsa Bannister (Rita Hayworth, absolutamente deslumbrante como
qualquer feme fatale deve ser) e de imediato se apaixona por ela. O’Hara
salva-a de um bando de assaltantes e pelo caminho de regresso a casa deixa-se
imediatamente levar pelos seus encantos, mas recusa uma oferta de emprego
no iate
do seu marido Arthur Bannister (Everett Sloane) um famoso advogado criminal na
cidade de São Francisco. Totalmente enfeitiçado pelo charme arrebatador de Elsa
– “from that moment on I did not used my head very much except to be thinking
for her” – era então tarde demais para fugir à tentação. O’Hara estaria longe
de imaginar de que poderia chegar ao fim da viagem de iate como acusado de um
assassinato que não cometeu. George Grisby (Glen Anders), personagem secundário
mas bastante emblemático na história pela performance paranóica e por vezes até
pertubadora, revela-se uma peça chave na resolução da mesma. Braço direito de
Mr. Bannister observa, intimida e é o responsável por perturbar e distorcer a
mente e intenções de O’Hara. Sabemos que os quatro são de algum modo pessoas
ambiciosas, só não sabemos se terão realmente o egoísmo e más intenções que por
vezes transparecem pelas entrelinhas de um misterioso puzzle.

Como em muitos outros dos seus
filmes, Orson Welles realizou, produziu, escreveu e protagonizou The Lady From Shanghai, adaptado do
livro de Sherwood King “If I Die Before I Wake” é um dos film-noir mais
aclamados de sempre. De uma imaginação inigualável em termos de realização e
complexidade no que toca ao enredo, este é uma daquelas obras que permanecerão
para sempre intemporais pelo seu absoluto fascínio.
Michael O’Hara (Orson Welles), um
marinheiro Irlandês (Welles faz um sotaque um tanto ou quanto irritante, sendo
sem dúvida essa a coisa que mais me incomodou durante filme) é quem nos narra
os acontecimentos da história desde o primeiro minuto. Uma noite conhece a
belíssima Elsa Bannister (Rita Hayworth, absolutamente deslumbrante como
qualquer feme fatale deve ser) e de imediato se apaixona por ela. O’Hara
salva-a de um bando de assaltantes e pelo caminho de regresso a casa deixa-se
imediatamente levar pelos seus encantos, mas recusa uma oferta de emprego
no iate
do seu marido Arthur Bannister (Everett Sloane) um famoso advogado criminal na
cidade de São Francisco. Totalmente enfeitiçado pelo charme arrebatador de Elsa
– “from that moment on I did not used my head very much except to be thinking
for her” – era então tarde demais para fugir à tentação. O’Hara estaria longe
de imaginar de que poderia chegar ao fim da viagem de iate como acusado de um
assassinato que não cometeu. George Grisby (Glen Anders), personagem secundário
mas bastante emblemático na história pela performance paranóica e por vezes até
pertubadora, revela-se uma peça chave na resolução da mesma. Braço direito de
Mr. Bannister observa, intimida e é o responsável por perturbar e distorcer a
mente e intenções de O’Hara. Sabemos que os quatro são de algum modo pessoas
ambiciosas, só não sabemos se terão realmente o egoísmo e más intenções que por
vezes transparecem pelas entrelinhas de um misterioso puzzle.



