Mostrar mensagens com a etiqueta Willem Dafoe. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Willem Dafoe. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

my (re)view: À Porta da Eternidade (At Eternity's Gate)


At Eternity's Gate, de Julian Schnabel

"Sometimes I think maybe He chose the wrong time. Maybe God made me a painter for people who aren't born yet"

Focado apenas na fase final da vida de Vicent Van Gogh, At Eternity's Gate representa a época de maior produtividade criativa, mas também a mais negra da sua vida, tendo o filme como objectivo explorar a luta em torno da doença mental e como isso afectou os seus comportamentos e compulsividade a vários níveis. São muitos os momentos em que vemos as coisas sobre o ponto de vista do artista, os quais demonstram não só alguns dos seus demónios mas também as cores vibrantes e os seus futuros objectos de estudo existindo uma ligação muito forte aos seus rasgos de talento assim como às dúvidas constantes sobre o seu valor como criador de arte. Umas das cenas mais belas deste filme é protagonizada pelo próprio Van Gogh brilhantemente interpretado por Willem Dafoe e por Mads Mikkelsen interpretando um padre, onde ambos tentam compreender as motivações de um artista que não conseguiu triunfar durante o seu tempo. Dizem que os grandes génios da humanidade não obtém o reconhecimento em vida, Van Gogh é mais um desses casos. Já Julien Schnabel merece ser elogiado por ter realizado um trabalho que tanto absorve a alma do artista em conjunto com Willem Dafoe cujo o percurso de actor deveria ser mais vezes reconhecido e há mais tempo. Nunca é demais saber apreciar obras destas, biopics que ainda são capazes de arriscar sem seguir a linha comum de narrativa que os caracteriza.

Classificação final: 4,5 estrelas em 5.

domingo, 24 de agosto de 2014

Crítica: A Most Wanted Man (2014)


Data de Estreia: 07-08-2014 

O thriller de espionagem que leva a intensidade ao máximo, mesmo seguindo um ritmo lento. Nem por um segundo consegue nos fazer tirar os olhos do ecrã tal não é o grau de intensidade que passa à audiência, não só pela envolvente história mas também através de uma cinematografia sublime. Com uma atmosfera muito sombria e inteligente, A Most Wanted Man (O Homem Mais Procurado) transmite sempre a emoção certa no limite da suspeita.
Depois dos ataques de 11 de Setembro de 2001 o mundo nunca mais foi o mesmo. E numa breve introdução no inicio do filme é nos explicado que Mohamed Atta, um dos terroristas que engendrou esses mesmos ataques, os planeou na cidade de Hamburgo sem qualquer desconfiança pela parte do Governo Alemão. Depois dos terríveis acontecimentos o Governo Alemão criou Serviços Secretos de Inteligência que actuam na tentativa de poder desmantelar possíveis actividades terroristas. O seu papel é substancialmente importante, pois a Alemanha tem uma comunidade muçulmana mínima e muitos dos muçulmanos que para lá imigram procuram apenas uma vida melhor, mas supostamente Mohamed Atta teria essa mesma intensão, mas afinal a sua chegada à Alemanha teria planos que levariam a um dos mais terríveis acontecimentos da História Mundial.

Günther Bachmann, interpretado magnificamente por Philip Seymour Hoffman, é o homem que lidera esses Serviços. Bachmann é um homem duro, solitário e muito dedicado naquilo que faz. A chegada de um potencial terrorista a cidade agita a equipa que já se encontra há meses com outro caso em mãos. Eventualmente estes dois casos se irão cruzar e Bachmann e a sua equipa não terão tarefa fácil nas suas mãos. 

O filme explora a complexidade não só dos Serviços Secretos mas também daqueles que neles trabalham. Pessoas que se dedicam e abdicam de uma vida normal em prol da segurança não só nacional mas também mundial. Mas como em tudo, e aqui A Most Wanted Man consegue retratar muito bem isso, também há o lado sujo e traiçoeiro. O mundo está cheio de Homens com boas intenções e também daqueles que jogam sempre pelos seus interesses guiando os outros, como marionetas chegando à armadilha final.

É muito interessante ver o factor social na história, a abordagem acerca do juízo que o mundo começou a fazer no que toca à religião Muçulmana estereotipando muita gente boa, que passa por ser terrorista só por partilhar a mesma religião, cor de pele ou trajes que depois de 2001 fazem o mundo tremer. Existem simplesmente seres humanos maus e seres humanos bons e gostei muito de ver essa mensagem ser transmitida no filme. Outra vertente muito interessante é ver o lado Anti-Americano que é claro que não seria mostrado desta forma se o filme tivesse sido realizador por um Americano. 

Falando de performances tenho que realçar novamente Philip Seymour Hoffman, numa performance muito pesada executada de forma absolutamente grandiosa tal como nos habituou sempre ao longo dos anos, quer tivesse ou não um papel de maior destaque. Outro actor que merece evidência é Grigoriy Dobrygin, num papel muito tocante. O filme conta com outros nomes conhecidos como Robin Wright, Williem Dafoe, Daniel Brühl e Rachel McAdams que surpreende pela intensidade que colocou na sua interpretação. Sem dúvida uma actriz que precisa de papeis de maior destaque na sua carreira.

Os momentos finais do filme são absolutamente poderosos e com muito pouco dialogo podemos tirar imenso das imagens que estamos assistindo. Quase como uma poética reflexão de tudo aquilo que assistimos desde o inicio.

Infelizmente este foi o ultimo papel principal de Philip Seymour Hoffman. Um actor absolutamente talentoso que irá deixar imensa saudade, mas as suas excelentes performances perdurarão para todo o sempre.






Classificação final: 4 estrelas em 5.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Crítica: The Fault in Our Stars (2014)


Este filme foi verdadeiramente inspirador e wow é mesmo meio difícil tentar colocar palavras para descrever o quanto ele é poderoso! 

Eu não sabia exactamente o que esperar de The Fault in Our Stars, baseado no best-seller de John Green que eu não li, mas o trailer parecia promissor. O nome de Shailene Woodley envolvido (considero que ela é uma das jovens actrizes mais promissoras de Hollywood) foi a chave especial para me fazer querer ver o filme. 

Eu não costumo chorar em qualquer filme a não ser que a sua história seja muito triste e comovente. A verdade é que eu chorei, e muito!! É absolutamente impossível não chorar diante esta bela, honesta e triste história. Quem já lidou com qualquer tipo de história de cancro na família ou com amigos irá ficar emocionado de forma muito poderosa. Mas mesmo quem não tiver nada com que se relacionar com a história, ela vai tocar o coração. 

The Fault in Our Stars acompanha a jornada dolorosa mas muita corajosa de Hazel Grace Lancaster. Uma jovem de 17 anos que luta contra o cancro desde os 13 anos quando lhe foi diagnosticado cancro nos pulmões. Ela começa a ir a um grupo de apoio para jovens que lidam com as mesmas circunstâncias que ela. Lá ela conhece Augustus Waters um rapaz inteligente e engraçado e os dois apaixonam-se. Juntos vão tentar viver a verdadeira felicidade de se ser adolescente, descobrindo o verdadeiro amor pela primeira vez. Infelizmente as coisas não são assim tão fácil para eles. 

Em vez de ser uma típica história cheia de clichés habituais este filme mostra-nos o lado verdadeiro e honesto da doença horrível que o cancro é. As cenas parecem reais e é tão bom ver a positividade em todas as mensagens que o filme quer entregar. Há também algumas partes de humor ao longo do filme, e entre todas as lágrimas conseguimos também esboçar uns sorrisos. 

As performances são absolutamente fantásticas! Shailene Woodley é perfeita! Um grande e desempenho muito sincero. Ansel Elgort foi igualmente bom e a química entre os dois foi incrível! Ninguém no elenco pareceu forçado nem um único momento.

Há apenas uma coisa que pareceu um pouco fora do lugar, o envolvimento do escritor Peter Van Houten, interpretado por Willem Dafoe. As suas cenas foram um pouco estranhas, mas eu consigo entender o que o personagem quer transmitir, embora ache que não foi muito bem conseguido. 

The Faul in Our Stars (ou em português se preferirem A Culpa é das Estrelas) é um filme muito bonito que pode e deve ser visto por gente de todas as idades! Estreou na passada Quinta-Feira, dia 19 de Junho e esta em muitas salas de Cinemas espalhadas pelo país. Se tiverem oportunidade vão ver, porque vale a pena.






Classificação final: 4 estrelas em 5.