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sexta-feira, 18 de agosto de 2017

flash review : Beatriz at Dinner . 2017


Beatriz at Dinner, de Miguel Arteta (2017)

De ritmo lento, mas muito rico em conteúdo Beatriz at Dinner é um autentico prato gourmet. Recheado de significado e comentário social, o filme faz o contraste entre a era em que vivemos actualmente e o mundo dos que sobrevivem e lutam dia-a-dia por uma vida melhor. O confronto entre classes sociais é uma constante e não poderia estar mais bem inserido no estado em que o mundo se encontra actualmente. Com a imigração e os valores sociais e humanos constantemente em cima da mesa, John Lithgow e Salma Hayek são ambos personagens fortes, que sustentam os diálogos inteligentes e lhe dão a credibilidade necessária. Salma Hayek está fantástica, num papel muito poderoso e diferente do habitual, desprovida da vaidade e do glamour habitual, brilha numa interpretação simples, emotiva e com muita essência.

Classificação final: ★★★★

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Crítica: Salvé, César! (Hail, Caesar!) . 2016


Os Coen Brothers têm novo filme! Salvé, César! é o 17º filme dos realizadores e argumentistas Joel e Ethan Coen, e bem mais leve e gracioso que o seu último Inside Llewyn Davis, tendo tanto de sátira, como de homenagem à Hollywood dos anos 50, onde o enredo é bem mais simples e as coisas funcionam de forma bem mais concisa, sem grandes mistérios ou inúmeras alegorias características da sua escrita.

Em 1951, Eddie Mannix (Josh Brolin) é o responsável por manter os actores longe dos holofotes da imprensa, na produtora de cinema Capitol Pictures. Ao mesmo tempo que tem de lidar com os escândalos das estrelas dos estúdios, e com aspectos de produção dos vários filmes, Mannix está a ser pressionado para aceitar um trabalho numa empresa aeroespacial. Quando Baird Whitlock (George Clooney), o actor principal da maior produção do estúdio, "Hail, Caesar!", desaparece misteriosamente durante um dia de gravações, as gémeas cronistas sociais Thora e Thessaly Thacker (Tilda Swinton) começam a intimidar Mannix, que rápido descobre, que Whitlock foi afinal raptado por uma célula comunista intitulada de The Future, formada na sua maioria por argumentistas de cinema, tentando fazer com que Whitlock concorde com as suas ideologias políticas.

domingo, 26 de abril de 2015

Crítica: Capitão Falcão 2015


Pensado inicialmente para ser um projecto televisivo e depois de ter tido muitos contratempos ao longo de mais de 6 anos, chega finalmente, e agora ao grande ecrã Capitão Falcão. Pelas mãos de João Leitão (realizador e co-argumentista da história) seguimos as aventuras de Capitão Falcão (Gonçalo Waddington) o primeiro super-herói português ao serviço do Estado Novo, que com a ajuda com seu fiel parceiro Puto Pediz (David Chan Cordeiro), combate todos aqueles que ousam ameaçar a Nação ao comando de António de Oliveira Salazar (José Pinto). Um projecto muito ambicioso, que marca toda a diferença no panorama nacional.

Como bom português que é, Capitão Falcão, enorme defensor de Salazar tem em suas mãos a missão de acabar com a onda de Comunismo em Portugal! Devoto do Regime, cheio de grande patriotismo e peculiares habilidades marciais, enfrentará os "Comuninjas" como ninguém, acabando por cair nas garras dos "Capitães de Abril" (um grupo de revolucionários com algumas semelhanças - nada óbvias - aos Power Rangers).

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Crítica: Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância) 2014


Data de Estreia: 08-01-2015

Alejandro González Iñarritu (Babel, Biutiful, 21 Gramas) traz-nos este ano, uma magnífica e ambiciosa obra cinematográfica absolutamente fascinante em todos os sentidos. Muito original e completo, abrange temas como a fama e a forma como Hollywood trata e idolatra os seus actores. Apesar de nos fazer visitar os bastidores daquilo que é a vida de um deles (um actor que já não vive os seus dias de glória) também nos mostra um lado profundo e sentimental de um homem comum que no fundo só quer ser reconhecido por todo o seu trabalho.

Riggan Thomson (Michael Keaton), um actor que em tempos interpretou um super herói (que dá pelo nome de Birdman), quer voltar aos velhos tempos de glória e mostrar o que realmente vale, numa peça da Broadway, adaptada, dirigida e actuada por ele. Thomson acha que nunca lhe deram o seu devido valor e está finalmente na hora de se descolar do papel que não se quer descolar dele.

A cinematografia é algo absolutamente incrível, criando a impressão de que está filmado em plano sequêncial do inicio ao fim, acabando por nos dar também uma maior proximidade com os personagens, fazendo-nos sentir como se estivessemos ao seu lado constantemente, enquanto é feito um estudo fantástico sobre de cada um deles. A banda sonora, também é outros dos aspectos que é importante frisar, contribuindo também para toda a originalidade que paira sobre o filme.

Michael Keaton intrepreta aqui uma das personagens da sua carreira, numa performance excelente, extremamente vulnerável e profunda. Facto curioso é que também esta história tem semelhanças com a própria carreira de Keaton, que está bem marcada pelas suas duas interpretações na pele de Batman, por duas vezes, entre 1989 e 1992. Com um elenco de luxo, que é capaz de nos dar grandes performances secundárias, conta com actores como Edward Norton, Emma Stone, Zack Galifianakis ou Naomi Watts que ajudam a dar ainda mais enfase e cor a todo este drama de vida da personagem de Keaton, também eles estão a lutar contra algum tipo de problema interior, o que os faz conectarem-se a um nivel mais íntimo.

Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância) é sem dúvida um filme que merece ser experiênciado mais que uma vez, pois acredito que iremos conseguir aprecia-lo ainda melhor e encontrar elementos que nos escaparam na primeira visualização. Este é sem dúvida um dos, se não "o", melhor de 2014. Genial.








Classificação final: 5 estrelas em 5.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Crítica: The Interview 2014


The Interview é talvez dos filmes que deu mais polémica nos últimos tempos, estranhamente mesmo antes de se estrear nos cinemas, depois da Sony Pictures Entertainment ter sido hackeada revelando detalhes à cerca de muitos dos seus filmes, e posteriormente ter sido ameaçada por terroristas que diziam atacar os Estados Unidos da America se a estreia deste filme em específico fosse avante. Depois de tanto alarido o filme acabou mesmo por estrear. O porquê disto tudo? O filme ser uma sátira ao lider da Coreia do Norte, Kim Jong-un, o que leva a querer que tudo não passou de uma manobra publicitária de forma a causar uma grande receita de bilheteira que ficou prejudicada com a saida do filme online no mesmo dia da sua estreia.

Dave Skylark (James Franco), o famoso apresentador do talk show "Skylark Tonight" e Aaron Rapoport (Seth Rogen), o produtor do programa decidem entrevistar um grande fã - o ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un - a CIA encarrega-os da missão de o assassinar assim que a entrevista termine. Uma série de peripécias vão acontecendo ao longo da missão que acaba por não correr tão bem como deveria.

Apesar de não ser nada surpreendente o que é certo é que entretem do inicio ao fim e não é novidade nenhuma que Seth Rogen e James Franco gostam de fazer este tipo de filmes - estupidamente estupidos - aos quais é impossivel não rir em alguns dos momentos extremamente parvos e sem qualquer sentido, e penso que esse seria o principal objectivo do filme.

Apartir do momento que os personagens chegam à provincia de Pyongyang, onde o ditador vive, o filme vai gradualmente piorando utilizando demasiadas piadas repetitivas perdendo todo o impacto que o encontro com Kim Jong-un poderia ter tido. Rogen e Franco representam literalmente dois parvalhões que não conseguem fazer nada de jeito, mas que de forma espantosa conseguem atrair milhões de espectadores a ver o programa de fofoquices que fazem, estando aqui presente também uma crítica social não só aos Americanos mas também a toda a população pelo mundo fora que adora programas ditos "cor-de-rosa", deixando de parte muitas vezes noticias que realmente importam.

Toda a controvérsia à volta deste filme perde assim todo o sentido visto que esta não passa de mais uma sátira como muitas outras já feitas anteriormente. Pessoalmente não me surpreendeu, mas não posso negar que me divertiu, pois apartida já sabemos o que esperar de um filme onde Rogen e Franco se juntam.








Classificação final: 3 estrelas em 5.