domingo, 8 de maio de 2016
sábado, 7 de maio de 2016
Crítica: Viver à Margem (Time Out Of Mind) . 2014
"Eu não sou ninguém. Eu não existo." - aqui figura todo o significado e importância de Viver à Margem. Uma demonstração crua do quão é difícil sobreviver quando se está à mercê da vida nas ruas. Richard Gere tem andado meio que apagado dos grandes ecrãs nos últimos tempos, mas aqui tem a oportunidade de brilhar, num filme realizado por Oren Moverman, que se foca num estilo mais intimista, onde vamos espreitando vários episódios da vida de um sem abrigo.
A história é passada na cidade de Nova Iorque, onde conhecemos George (Richard Gere), um homem de meia idade, actualmente a pernoitar ilegalmente num apartamento abandonado, prestes a ser despejado pelo senhorio da propriedade. George é sem abrigo, mas agarra-se à vergonha e à culpa de ter ignorado a filha (Jena Malone) durante os anos mais importantes da sua vida. Sem sabermos bem o porquê de se encontrar nesta situação, vamos criando empatia consigo e procurando encontrar as respostas certas. Vemos George passar pelas mais variadas situações e tentamos colocar-nos na sua pele. A luta diária para arranjar um sitio para dormir, algo para comer, ou simplesmente a falta de um lugar a que chame casa. George lá vai deambulando sozinho, tentando encontrar forças para resistir à vida sombria, cada vez com mais falta de esperança. quinta-feira, 5 de maio de 2016
Crítica: Negócio das Arábias (A Hologram For The King) . 2015
Duas palavras mágicas: Tom Hanks. E é meio caminho andado para seguirmos em frente! Negócio das Arábias é o mais recente trabalho de Tom Tykwer e tem em si, um monte de boas ideias que se vão perdendo pelo caminho, culpa da inconsistente narrativa, que nem o fantástico Tom Hanks consegue salvar.
Esta é a história de Alan Clay (Tom Hanks), um antigo vendedor imobiliário que viaja para a Arábia Saudita disposto a vender um inovador sistema de video holográfico ao rei, que pretende construir uma grande cidade no meio do deserto. Mas Alan atravessa agora uma crise existencial, sentindo-se deprimido e culpado pelo fim do seu casamento e pelo facto de não poder proporcionar os estudos na faculdade à sua filha. Tudo isto, a juntar ao facto do rei ter marcado a apresentação, mas não saber quando poderá comparecer à mesma, visto que se encontra com a agenda super cheia. Alan e a sua equipa acabam por ficar no país por tempo indeterminado, nesta viagem de negócios que parece não ter fim. Enquanto nada é resolvido, Alan vai conhecendo alguns habitantes com os quais vai criando empatia, e vivendo algumas aventuras que o farão perceber que a vida é feita de altos e baixos, e há que haver força para enfrentar os obstáculos.quarta-feira, 4 de maio de 2016
Crítica: Capitão América: Guerra Civil ( Captain America: Civil War) . 2016
Ora vamos lá falar do filme do momento. Agora que o hype começa a assentar um bocadinho - e consegui não me deixar influenciar por qualquer comentário que tenho visto desde a sua estreia - Capitão América: Guerra Civil não conseguiu provocar em mim o mesmo êxtase que pelos vistos causou em outros. Gosto do universo que a Marvel criou, mas talvez o facto de estar estagnado no mesmo nível de há algum tempo para cá, faça com que seja apenas mais do mesmo. Entretem? Sim. Gostei? Sim. Fiquei surpreendida? Não.
Desta vez, Steve Rogers aka Captain America (Chris Evans) sente-se sensivelmente abalado com o reaparecimento do seu amigo de longa data Bucky Barnes aka Winter Soldier (Sebastian Stan), depois de um novo incidente que envolve os Avengers. Com a pressão política a cair sobre os super-heróis, e a possibilidade de um acordo que passa a supervisionar tudo aquilo que fazem, o grupo acaba por se dividir. Uns ficam do lado de Captain America, procurando continuar um caminho livre apenas com o objectivo de proteger a humanidade, mesmo que tenham que continuar a sacrificar alguns civis, e outros do lado de Tony Stark aka Iron Man (Robert Downey Jr.), disposto a aceitar o acordo, consumidos por remorsos e culpa.segunda-feira, 2 de maio de 2016
PORQUÊ? #3 Al Pacino, Jack and Jill (2011)
[A carreira de um actor, não é feita só de sucessos. Por isso mesmo, vamos celebrar as escolhas menos felizes de grandes actores que em algum momento da sua carreira fizeram escolhas erradas.]
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