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sexta-feira, 26 de outubro de 2018

my (re)view: Assim Nasce Uma Estrela (A Star is Born) . 2018


Desconhecendo os anteriores remakes desta história, parti à descoberta de A Star is Born como sendo apenas um daqueles que seria os filmes da golden season deste ano. Sem querer saber muitos pormenores sobre a história é absolutamente impossível não ficar surpreendido com aquilo que nos deparamos ao longo do filme. Bradley Cooper estreia-se aqui na realização, escrevendo e protagonizando esta história ao lado do talentoso ser que é Lady Gaga. A carga emocional que o filme carrega, vai muito mais para além daquilo que é a industria musical mostrando vulnerabilidades de pessoas comuns, da sua vida pessoal e dos seus desafios enquanto figuras no mundo da música. Se por um lado Jackson Maine (Bradley Cooper) adquiriu um estatuto, Ally (Lady Gaga) procura essa oportunidade. Quando Maine descobre Ally e os dois se apaixonam a decadência da carreira de um começa enquanto a ascensão do outro inicia. Entre a paixão de um pelo outro e a paixão pela música e pelo que ela significa para os dois, os problemas com o álcool e as drogas de Maine começam a afectar não só a sua carreira, mas também a de Ally. Para além da grande interpretação de Bradley Cooper, o argumento e a realização são impecáveis, mencionando a tremenda química existente entre ele e Lady Gaga que transborda para lá do ecrã. Gaga é uma rainha, excelente cantora e compositora dá-nos uma poderosa interpretação, emocional e muito intima, conquistando tudo aquilo em que toca. Sam Elliot também ele extraordinário com papel de destaque como manager e irmão de Jackson Maine. Sendo este um drama sobre música, não se poderia pedir menos que uma banda sonora sublime com canções que nos acompanham muito depois da visualização do filme. Arrisco-me a dizer que facilmente será lembrado como um dos romances dos últimos tempos. Como na vida real, nem tudo é um mar de rosas e é bom que existam filmes assim.

Classificação final: 4,5 estrelas em 5.

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

my (re)view: Venom . 2018


Sem tom bem definido, não conseguimos medir a força de algumas intenções deste esperado stand-alone da Marvel, este com demasiados gaps na história derivado à pobreza do seu argumento e ao desleixo de diálogos. Desde efeitos visuais totalmente ancestrais, má edição de imagem e fraco desenvolvimento de personagens, Venom desperdiça também o excelente elenco, até dá dó. Acho que queria algo mais dark ao invés de cómico, mas já que estaríamos na base da comédia, que fosse menos patético e mais substancial. Talvez tenho sido esta tentativa de transformar Venom em algo semelhante a Deadpool ou Guardians of the Galaxy mas sem que nem um terço do que se passa, consiga chegar aos calcanhares de como a comédia os torna diferentes dentro do universo Marvel. Tom Hardy merecia bem melhor que isto. Felizmente e em grande parte graças a ele dá para tolerar e ainda o conseguimos ver brilhar em algumas cenas em que luta contra os seus novos impulsos. É isso que escapa a Venom, pois contrariando o espírito do anti-herói que lhe dá nome, faltou a coragem de arriscar.

Classificação final: 2 estrelas em 5.

sábado, 6 de outubro de 2018

my (re)view: Pesquisa Obsessiva (Searching) . 2018


Searching saiu com grande buzz do Festival de Sundance desde ano como sendo inovador, conquistando grandes elogios por parte da audiência. O conceito não seria o mais apelativo para mim, mas assim que constatei a forma como o formato está tão bem aplicado percebi que para além de não poder ser mais actual nesta era em que vivemos, também consegue através das maravilhas mas também das artimanhas das novas tecnologias e da internet obter um resultado final quase perfeito criando um ambiente super intrigante e totalmente original, capaz de construir uma história sólida e de agarrar ao ecrã com momentos cheios de suspense que nos deixam à beira de um ataque de nervos. John Cho é um pai desesperado que tenta encontrar a filha desaparecida à cinco dias, recorrendo apenas a explorar as suas redes sociais, entrando em contacto com amigos e conhecidos, conhecendo melhor a rotina da filha através das ferramentas com que todos já não sabemos viver sem. Muito do sucesso desde filme vive da interpretação de Cho, pois é ele que vemos maioritariamente durante todo o filme ora através de ecrã de computadores ou de telemóveis, usando métodos diferentes de apresentar o decorrer da acção, nunca da mesma maneira, impedindo assim a possibilidade do filme se tornar entediante. Colocado ao lado de outras anteriores propostas semelhantes, Searching consegue surpreender com reviravoltas inesperadas e apesar do final ser o esperado as voltas para lá chegar são interessantes e ajudam a criar um grande mistério. A mensagem principal fica claramente transmitida. Todos sabemos que Instagram, Facebook, Twitter, e outros tantos que tal, fazem cada vez mais com que a relações se tornem impessoais e menos calorosas, mas podem ser também uma importante ferramenta. Mistérios da nossa sociedade.

Classificação final: 4 estrelas em 5.

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

my (re)view: Upgrade . 2018


Quando o falatório é muito, das duas uma: ou é mesmo muito bom ou não é grande espingarda. O melhor é desconfiar. Pois é, esta é mais uma daquelas promessas que pouco ou nada nos consegue cativar. Upgrade já andava nas bocas do mundo como sendo o novo Robotcop ainda por cima com o irmão separado à nascença de Tom Hardy, senhor esse que dá pelo nome de Logan Marshall-Green cujas qualidades como actor são bastante competentes, o problema está no argumento pouco eloquente onde nos deparamos com um cenário que pouco ou nada sabemos como lá chegamos, mau desenvolvimento de personagens e muita trapalhada no desenrolar da acção. É um sci-fi como 90% daqueles com que habitualmente nos deparamos durante o ano, mal estruturado mas que lá no fundo dá pena por ter potencial para ser muito mais que aquilo que nos entrega. Marshall-Green tem um bom desempenho e as cenas de pancadaria são muito bem executadas, tirando isso pouco mais é de louvar. Andam também alguns entendidos a dizer que isto será futuro filme de culto, quanto a isso não sei. Para já, deixa muito a desejar.

Classificação final: 2 estrelas em 5.

sábado, 25 de agosto de 2018

my (re)view: Mission: Impossible - Fallout . 2018


Quando sai o primeiro Mission: Impossible em 1996 com Brian de Palma no comando e Tom Cruise a fazer as honras, penso que se estaria longe de imaginar que 22 anos depois a saga continuasse de pé e ainda com pernas para andar por mais uns bons anos. Cruise entrava assim na fase a que eu gosto de chamar "filmes à Tom Cruise" ficando cada vez mais conhecido o facto de não precisar de duplos para fazer todas as cenas de acção nos seus filmes, aspecto que dá todo um outro entusiasmo quando estamos a assistir a essas cenas. As missões de Ethan Hunt (Tom Cruise) e da sua equipa ao serviço do IMF (com Ving Rhames e Simon Pegg como secundários até agora mais recorrentes) tornaram-se um sucesso sendo um dos franchises que mais dinheiro já gerou nas bilheteiras a nível mundial. Com altos e baixos no que toca a qualidade, ao longo destas duas décadas, ninguém pode negar que a acção está sempre garantia, assim como a energia do cast e entrega de Tom Cruise parecem tomar contra de tudo o resto que poderia correr mal. Com a chegada de Mission: Impossible - Fallout realizado por Christopher McQuarrie, a fasquia rebenta e sendo este um dos melhores filmes de acção dos últimos anos, juntado-se a Mad Max: Fury Road, como mais uma das provas que os blockbusters podem ser de extrema qualidade contendo um bom equilíbrio no que toca a escrita vs parte técnica. As sequências de acção vão aumentando de intensidade à medida que o plot se vai desenvolvendo, enquanto ficamos com os nervos em franja! A sequência da perseguição de motociclo em Paris é algo espectacular assim como a de Kashmir na Índia envolvendo literalmente uma luta entre helicópteros. Humor e suspense são aqui bons aliados, juntando uma banda sonora perfeita que ajuda a entranhar o espírito frenético e intenso, saindo da sala a pensar como é que é possível um simples filme de acção mexer tanto connosco, permanecendo na memória tal é a perfeição na execução de muitas das cenas. Seis filmes depois, cinco realizadores depois, mas o mesmo Tom Cruise de sempre. Quero mais, espero que igual ou melhor.

Classificação final: 4,5 estrelas em 5.

domingo, 19 de agosto de 2018

my (re)view: Tully . 2018


Tully revela o lado sombrio da maternidade, que certamente se conecta com muitas mulheres que já passaram ou estão a passar pelas dificuldades, mas também pelas alegrias que isso acarreta. O melhor de tudo é que mesmo para quem ainda não saiba o que isso é (o meu caso) a experiência se torna emocional, com a magnifica Charlize Theron a dar tudo, para que a sua ligação connosco enquanto expectadores seja a mais real e sentimental possível. Charlize Theron, que continua a optar por escolhas muito interessantes na carreira, estando a crescer cada vez mais e seriamente a tornar-se das mais completas actrizes da sua geração. Aqui temos o factor comédia sempre ligado de forma satírica à vida familiar e ao papel da mulher enquanto dona de casa e progenitora, enquanto vemos situações que poderiam perfeitamente ser reais e inseridas no dia-a-dia de alguém comum, coisa que Jason Reitman consegue atingir em todos os seus filmes, que têm sempre um sabor agri-doce ou não gostasse ele de contar as histórias reais de pessoas que bem poderiam ser reias. Momentos fantasiosos vão-se cruzando connosco, como se estivemos dentro da cabeça da personagem principal, mas nunca desvendando o final que nos espera. Este seria provavelmente o tipo de filme onde não estaríamos à espera da um twist final e isso é o mais surpreendente de tudo e o que o torna ainda mais especial tendo em conta o tema central da história que por sinal é muito sério. Cheguei ao fim do filme com a sensação que será um dos injustiçados deste ano, mas merece grande crédito, não só pelo que significa, mas também pelo que consegue atingir através dos actores e daquilo que eles fazem nos momentos mais significativos. 

Classificação final: 4,5 estrelas em 5.

domingo, 8 de julho de 2018

my (re)view: The Incredibles 2: Os Super-Heróis (Incredibles 2) . 2018


É bom, sim é, mas não tão bom quanto o primeiro filme. A Pixar esperou demasiado tempo para reavivar está história, e o seu ponto de partida é exactamente o final onde nos deixaram no original de 2004, talvez sendo esse o maior problema, pois apesar deste estar repleto de humor e muita acção quase em parar, dificilmente consegue surpreender ou arriscar sendo irreverente. Aos 14 anos vibrei com o que vi, e estava convicta de que iria vibrar da mesma forma, mas a verdade é que não foi bem assim. Diverti-me bastante, mas não senti a mesma magia de quando acabo de ver muitas outras obras primas da Pixar. O facto de ser bastante previsível e de se guiar por todas aqueles assuntos actuais, onde o female empowerment é o que importa, dando bastante mais relevo ao papel da Elastic Girl, acaba por fazer com que o restante conteúdo não seja tão interessante assim, levando-nos até um vilão bastante fraco, optando pelos caminhos fáceis e não tão inteligentes quanto a Pixar costuma utilizar, transformando todo o girl power em algo banal. O bebé Jack Jack, acaba por ser a surpresa mais agradável de todas, proporcionando as melhores gargalhadas e os momentos mais inesperados de todo o filme. Depois do lindíssimo Coco, Incredibles 2 não conseguiu ultrapassar expectativas.

Classificação final: 3,5 estrelas em 5.

quinta-feira, 28 de junho de 2018

my (re)view: Hereditário (Hereditary) . 2018


Uma boa experiência de horror, é aquela que nos incomoda e perturba, mesmo quando não estamos perante nada chocante a nível visual. Hereditary está ao nível de muitos bons filmes da era de ouro do género, onde encontramos bastantes semelhanças quer de ritmo, intensidade ou mistério, de muitos dos mais emblemáticos filmes de horror, principalmente do horror psicológico, aquele que mais aprecio. O ambiente mexe connosco só pelo facto de não sabermos ao certo onde vamos chegar, andando as voltas pelo caminho traçado, caminho esse onde o espiritismo e o historial de crenças e atitudes nos fazem ficar baralhados. Os actores impecavelmente são parte do sucesso do filme e são meio caminho andado para esse factor perturbador dar certo. Toni Colette nunca esteve tão bem, numa personagem que aflige só de olhar para ela. Muitas são as pistas por nós ignoradas, levando a um desfecho macabro. Muitos são os momentos de ficar de boca aberta, sem saber como reagir. Mas muitos mais são os momentos em que não aguentamos de tanta tensão sem saber o que vai acontecer a seguir. O mais engraçado é a forma como o realizador Ari Aster brinca com os nossos sentimentos, num filme que não é feito de sustos, mas que usa truques perfeitos que nos levam a pensar que algo mau vai acontecer em breve, criando uma agonia no espectador, mas que logo a seguir e curiosamente se transforma em fascínio, pois tanto queremos que acabe depressa, como queremos revê-lo mais uma vez assim que acaba. Este género parece continuar a surpreender e este vai ser um dos melhores e mais irreverentes do ano.

Classificação final: 4,5 estrelas em 5.

terça-feira, 5 de junho de 2018

my (re)view: Sou Sexy, Eu Sei! (I Feel Pretty) . 2018


Contrariando a opinião de muitos que já viram este filme, como mulher consegui encaixar me perfeitamente a nível emocional perante o que vi. Vivemos num mundo onde a imagem vende imenso, onde mulheres que não se inserem em determinados números da balança, não se arranjam ou vestem consoante os padrões da sociedade, são julgadas todos os dias, nos mais variados sítios, tanto por outras mulheres como por homens, fazendo-as sentir feias e indesejadas a nível laboral, intelectual e social. I Feel Pretty, ao contrário de muita coisa que li sobre ele, é um retrato real sobre aquilo a que muitas mulheres estão sujeitas, onde obviamente aqui algumas das cenas são exageradas, e inseridas no género da comédia, mas todas elas com o propósito de demonstrar o mesmo: a pressão da sociedade sobre aquilo que a mulher deve ser principalmente a nível estético. Amy Schumer é o que eu chamo de mulher real, e não poderia haver melhor escolha para este papel. Também ela por vezes julgada no universo Hollywoodesco e das redes sociais, exactamente pelos mesmos motivos. A mensagem mais importante a retirar daqui é que temos de aprender todos os dias a ter mais confiança em nós próprios e o mundo começará também a olhar para nós de forma diferente. Temos que nos aceitar primeiro e a partir daí, todos os outros são obrigados a nos aceitar. A mensagem é inspiradora, mas a originalidade do argumento nem por isso. A história tem o seu quê de What Woman Want, Bridget Jones Diary e até Shallow Hal, com os clichés do costume inerentes a este tipo de histórias. Para quem pensa que vai encontrar Schumer no mesmo registo do engraçadissimo Trainwreck de Judd Apatow engane-se (confesso que ia à procura disso mesmo), pois I Feel Pretty está longe disso e desperdiça muito do seu grande talento. É apenas mais um filme que irá cair no esquecimento, quando poderia muito bem transformar-se uma ode à mulher moderna.

Classificação final: 3 estrelas em 5.

sábado, 2 de junho de 2018

my (re)view: Han Solo: Uma História Star Wars (Solo: A Star Wars Story) . 2018


Mudanças repentinas já a meio do caminho, são sempre indicio de que algo poderá correr mal, e aquando do afastamento de Phil Lord e Chris Miller da realização de mais um snip-off da saga Star Wars só se poderia esperar o pior. Ron Howard entra a bordo e não faz muito mais daquilo que era esperado para Solo: A Star Wars Story. Neste segmento Han Solo é o personagem de destaque, mas a sua história não é afinal tão surpreendente quanto isso, num argumento que joga muito pelo seguro, entretém, mas com menos brilho do que o carisma reconhecido que Solo merece, muito em parte por aquilo que Harrison Ford fez dele. Alden Ehrenreich consegue aproximar-se muito bem do tom e maneirismos de Ford, e descobrimos aqui como Han Solo conheceu Chewbacca, sabemos também como conheceu Lando Calrissian (Donald Glover Jr.), mas sabemos muito pouco do que foi o seu passado enquanto criança e adolescente no planeta de Corellia e também sobre Qi'ra (Emilia Clarke) a personagem mais misteriosa e intrigante desta história, mas que na realidade chegamos ao final sem saber muito mais sobre ela do que sabíamos no inicio. Um dos factos curiosos, é a aposta forte na crítica social e actual sobre a desigualdade entre géneros, que inserido neste mundo era tudo aquilo que menos podiamos estar à espera. No geral, falta-lhe desenvolvimento de personagem e situações. Falta também o brilho especial da saga, que também acabou por faltar a Rogue One. Mas se gostei de ver? Gostei. Apesar de ser apenas razoável, a magia Star Wars fala sempre por si.

Classificação final: 3 estrelas em 5.

domingo, 27 de maio de 2018

my (re)view: Deadpool 2 . 2018


Holy f*#%$"! sh*t, é impossível não adorar Deadpool! Dentro de um nível completamente diferente de tudo aquilo que já vimos no cinema sobre super heróis, Deadpool é o perfeito anti-herói. Nunca esperei que esta sequela eleva-se a fasquia, mas que pelo menos a mante-se. Foi isso que aconteceu! É completamente impossível ver este filme sem um sorriso patético na cara o tempo todo! Ryan Reynolds é claramente dos melhores castings da história e para além das caras que ficaram conhecidas da primeira grande aparição de Wade Wilson no cinema, juntam-se agora ao grupo Josh Brolin que tem sempre tudo para ser um bom vilão, Zazie Beetz responsável pela elevada dose de girl power e também o jovem Julian Dennison que já tinha brilhado em 2016 num maravilhoso indie de Taika Waititi, The Hunt for the Wilderpeople, que aposto que foi um peso enorme para a escolha deste papel. O que eu mais gosto em Deadpool é que nunca segue regras e aproveita ao máximo as escolhas menos inteligentes a nível de argumento para fazer pouco disso mesmo, tornando o que é banal em algo mais cool e arriscado. Engane-se quem pensar que Deadpool não tem sentimentos, pois desta vez vemos o seu lado mais sentimental e profundo, com uma componente mais sombria e emocional, mas que por sua vez proporciona por isso mesmo momentos ainda mais gloriosos e cheios de acção, ou não fosse o seu realizador, David Leitch também ele responsável por John Wick. Está também bastante presente o conceito de família, união e amizade que não encontrávamos no primeiro filme. É raro quando uma sequela ultrapassa a qualidade do filme original, mas é certo que este não desaponta. Um elenco peculiar, para personagens peculiares, que resulta na perfeição onde Reynolds steals the show com uma perna às costas.

Classificação final: 4 estrelas em 5.

quinta-feira, 3 de maio de 2018

my (re)view: Um Lugar Silencioso (A Quiet Place) . 2018


Quando um filme contém tudo aquilo que um género deve ser. Bem vindos a um cenário pós-apocalíptico não muito distante, onde reina o silencio e todos aqueles que se atreverem a fazer qualquer som se condenam automaticamente a um fim. Algures nos Estados Unidos, conhecemos uma família das poucas que parecem resistir aos novos tempos, cuja união faz a sobrevivência, mas o medo acaba por liderar as suas vidas. O grandioso trabalho tanto dos actores como da edição de som, fazem com que seja meio caminho andado para o sucesso deste filme, cuja história é inquietante do inicio ao fim, cheia de grandes interpretações e uma cinematografia de tirar o fôlego, criando por si só uma envolvencia interessante deixando o espectador com uma ansiedade tremenda pelo que está por vir. A Quiet Place segue claramente outras referencias do suspense/horror, mas fá-lo muito bem e à sua maneira. A tensão e o medo ultrapassam o ecrã e a experiência vale totalmente a pena. Espero que John Krasinski não seja esquecido quando lá para o final do ano se falar do que foi bom cinema durante o ano. Espero também que Emily Blunt comece a ser valorizada mais vezes, pois está mais que provado que já o deveriam ter feito.

Classificação final: 4,5 estrelas em 5.

sábado, 28 de abril de 2018

my (re)view: Avengers: Guerra do Infinito (Avengers: Infinity War) . 2018


E eu que estava prontinha para cascar tanto nisto, acabei por sair extremamente surpreendida. A verdade é que não sou propriamente fã destas alianças ao estilo "tudo ao molho e fé em deus", mas parece que desta vez foi diferente. Pensamos que estamos preparados para o que vamos encontrar, mas não. Tanto o primeiro Avengers como Age of Ultron ou Civil War sofriam de coerência entre personagens e momentos, tornando os filmes confusos com uma escrita monótona e sem graça. Acontece que os acontecimentos que aqui nos trazem são muito mais trágicos e leva-nos até um desfecho que para aqueles que como eu, não seguem habitualmente os comic books, surpreende muito, pondo em causa daqui para a frente tudo aquilo que até aqui vimos. Continuo a achar a duração destes filmes desnecessária, pois não precisava de três horas para ficar ou não convencida, mas todos os momentos entre Thor/Guardians of the Galaxy, Stark/Strange ou Thanos/Gamora são grandiosos, já para não falar do humor inerente a todos eles, apesar da carga dramática mais associada à team Captain America. Afinal a aposta mais ambiciosa da Marvel até agora não foi um fiasco como esperava e quer se seja fã ou não, o impacto final está lá. Stand alone's à parte, finalmente estiveram dispostos a correr riscos e por isso mesmo as coisas resultaram melhor.

Classificação final: 4 estrelas em 5.

quinta-feira, 12 de abril de 2018

my (re)view: Peter Rabbit . 2018


Há lá coisa mais querida do que filmes com animais falantes!? Não. Mas são todos eles bons!? Nem pensar. Peter Rabbit é daquelas promessas que infelizmente cairá no esquecimento, pelo medo de arriscar e pela falta de criatividade com que chegou até ao grande ecrã. É certo que se baseia nos contos clássicos infantis de Belatrix Potter, mas assim como é super bem executado a nível visual, com um uso perfeito do live-action, esta história sobre um coelho do campo e das aventuras com a sua família, podia ter surpreendido mais se tivesse optado menos pela previsibilidade dos actos e talvez mais pelo lado sombrio e sincero das coisas naturais da vida e pelo sentimento de união e amizade. No que toca à animação as criaturas são super bem conseguidas, parecendo mesmo de verdade, assim como a interacção com os actores é perfeita, e algumas das cenas executadas com extremo cuidado visual. Mas é no que toca à escrita que perde muitos pontos. Sabe a mais do mesmo e apesar da doçura com que olhamos para os coelhinhos, falta-lhe muito do charme que por exemplo Paddington dentro do mesmo género, consegue transportar. Conhecendo os livros da sua autora original, acredito que não ficaria satisfeita. Quando a mim, é apenas mais um dentro da categoria do fofinho.

Classificação final: 3 estrelas em 5.

sexta-feira, 30 de março de 2018

my (re)view: Ready Player One . 2018


O meu entusiasmo por Ready Player One foi crescendo pela curiosidade de ver como Steven Spielberg conseguia inserir a cultura pop dos anos 80 num contexto futurista, que parecia querer misturar num sitio só, entusiastas do cinema e gamers. A verdade é que chegamos ao final do seu mais recente filme, com uma sensação de que nada de verdadeiramente impressionante acabou de acontecer. Afinal de contas, estamos perante mais uma aventura de um grupo de jovens carismáticos, cuja bravura leva avante um espírito de união. Passado num universo distópico, onde a maior parte das pessoas vive agarrada aos jogos de realidade virtual, Wade Watts (Tye Sheridan) é um jovem orfão viciado num jogo chamado OASIS, cujo criador James Halliday (Mark Rylance) escondeu alguns easter eggs (pequenas pistas) que poderão dar benefícios na vida real a quem as encontrar. No entanto essas pistas são também procuradas por Nolan Sorrento (o fantástico vilão Ben Mendelsohn) chefe de uma corporação que pretende dominar o mundo. Estamos assim perante um autentico festin de easter eggs atrás de easter eggs, onde a nostalgia nos domina e pretende dissimular do lado mau das coisas. É óptimo ver mencionadas muitas das coisas que mais adoramos, ou ver espalhadas por todos os lados referências pelas quais temos um certo carinho, mas não podemos deixar de constatar que os problemas de ritmo estão lá, o background de personagens não existe e que a narrativa não transita de forma fluída, sendo por vezes desregulada. Mas nem tudo é mau, e não posso deixar de referir, sem fazer spoiler, que a melhor sequência do filme é um magnifico tributo de Spielberg a Kubrick literalmente dentro de The Shining e que outra das coisas mais magnificas tem o nome de Olivia Cooke que prova mais uma vez que é uma promessa gigante. Sem dúvida que diverte, mas não satisfaz totalmente.

Classificação final: 3 estrelas em 5.

sexta-feira, 23 de março de 2018

my (re)view: Annihilation . 2018


O fenómeno Annihilation começou muito antes de sequer ter chegado a todo o público. Sendo um dos mais esperados desde ano, contendo imenso hype em torno da sua chegada, foi uma surpresa para todos saber que o novo sfi-ci de Alex Garland (Ex Machina) saltava a estreia no cinema directamente para as mãos da Netflix. Intitulado de demasiadamente intelectual e complexo para os gostos da maior parte das audiências, é sabido que a Paramount entrou em pânico assim que percebeu o que tinha em mãos. É pena, pois constata-se que Annihilation certamente se transformará em filme de culto, que se sente mais do que propriamente se revela concreto, dando origem a inúmeras teorias possíveis em torno do que estamos a observar. Uma experiência envolvente que nos absorve para dentro dela e nos incomoda pela facilidade com que nos agarra para dentro do desconhecido. A história é centrada numa bióloga (Natalie Portman) que está prestes a enfrentar o luto do marido (Oscar Isaac), quando misteriosamente sem aviso este reaparece. Depois dessas estranhas circunstancias, ela torna-se voluntária numa missão para explorar uma área secreta, que se encontra afectada por algum tipo de acontecimento inexplicável. A sensação de perigo está sempre à espreita e as boas performances do elenco contribuem bem para esse efeito. Talvez o seu único problema esteja ligado à quantidade de flashbacks que Garland lhe colocou, e de como estes interagem com a narrativa principal, mas que acabam por ser erro menor no meio de toda esta viagem. Não é de todo um filme fácil, mas esses são os filmes mais desafiadores. Os que nos deixam a pensar sobre eles e nos fazem trocar ideias.

Classificação final: 4,5 estrelas em 5.

quinta-feira, 15 de março de 2018

my (re)view: Tomb Raider . 2018


Tomb Raider não consegue fugir dos habituais problemas deste tipo de adaptação de video jogos para cinema, onde o argumento é fraco, os diálogos são pobres, as reviravoltas esperadas, mas a verdade é que vivemos esta experiência de forma bastante entusiasmante. Voltamos aqui às origens da jovem Lara Croft e sabemos perfeitamente que nada de mal lhe vai acontecer, mas vivemos cada dificuldade sua, cheios de emoção, intensidade e esse é exactamente o efeito que o jogo proporciona, cumprindo em parte aquilo que é devido. Alicia Vikander trás-nos uma Lara Croft menos sex symbol, muito mais aventureira, explorando de forma diferente aquilo que Angelina Jolie já havia explorado nas outras adaptações anteriores. Que Vikander é bastante competente já sabemos, vê-la neste papel bastante diferente do que costuma fazer e desafiador, mas o argumento dá-lhe obviamente pouco com que trabalhar e isso faz com que momentos mais emotivos não retenham da nossa parte tanta importância como os momentos de grande acção. Walton Goggins infelizmente não tem tempo suficiente para demonstrar o quão bom vilão pode ser, e isso é também um dos pontos fracos deste filme. Definitivamente cumpre com o entretenimento, quer por parte das cenas de acção como pelos cenários e efeitos visuais que são bastante competentes, abrindo no final as portas para continuidade dentro deste reboot. Não duvido que consiga, certamente os valores de bilheteira vão falar por si só. Assim que o filme terminou ficou a dúvida na minha cabeça: se isto é mau, então porque é que eu gostei!? Será que afinal é bom? Não merece positiva em geral, mas há que registar que o feeling requerido está lá todo.

Classificação final: 2,5 estrelas em 5.

sábado, 10 de março de 2018

my (re)view: Black Panther . 2018


[Em primeiro lugar, fica aqui a confissão que foi a banda sonora do albúm Black Panther de Kendrick Lamar que me levou mesmo a querer ver este filme.] Black Panther causou curiosidade, aquando da sua aparição em Captain America: Civil War e aqui estamos apenas concentrados em si, perante o seu background, que sim, segue o estilo Marvel habitual (nada de novo nisso) mas onde a qualidade do elenco é o que na realidade sustenta todo o filme, tornando-o tolerável e interessante. Personagens carismáticos, resultam graças às boas performances, mas o filme sofre de problemas de ritmo, com cenas demasiado longas, e outras que até poderiam ter sido mais exploradas. Uma história feita de altos e baixos com alguns buracos no plot, onde o CGI é rei, definitivamente a aposta forte neste tipo de universo como já sabemos, mas que por vezes cai demasiado no típico exagero ao estilo jogo de computador. Os problemas de ritmo são sem dúvida o que podemos destacar de pior e acho cada vez mais que a duração destes filmes Marvel é exagerada. Queria mais Andy Serkis que faz falta em estado "normal" e é de destacar a realização de Ryan Coogler, que surpreende uma vez mais com ideias extremamente bem executadas e cenas impecavelmente ensaiadas. Um dos aspectos mais curiosos não deixa de ser a mensagem a passar, talvez a mais forte e significativa de todos os filmes do universo Marvel, onde a visão politica, moralista, capitalista e de descriminação social, existem e têm tanto poder, como os poderes dos seus super heróis.

Classificação final: 3,5 estrelas em 5.

terça-feira, 6 de março de 2018

Oscars 2018 (ou) o inesperado ódio por The Shape of Water .

Mais uma cerimónia dos Oscars passou, depois de um ano super mediano em termos de qualidade, apenas com pequenas surpresas, surpresas essas que quando tocou a ganhar as famosas estatuetas douradas passaram completamente ao lado (e eu ainda me admiro). Ao invés de comentar categorias, como em anos anteriores, decidi abrir um espacinho para a minha indignação contra dois dos principais prémios da noite.

Depois da academia ignorar completamente realizadores como Denis Villeneuve por Blade Runner 2049, Martin McDonagh pelo arriscado Three Billboards Outside Ebbing Missouri, ou Luca Guadagnino pelo emocional Call Me By Your Name é Guillermo Del Toro que ganha o prémio com um filme que é provavelmente o mais fraco de todos os nove principais nomeados. Não só ganha ele, como ganha Melhor Filme o seu The Shape of Water, um conto de amor entre uma humana e um homem anfíbio, onde o oxigénio é realmente escasso, e a história de emotiva ou original tem pouco. 

Mesmo depois dos rumores de plágio (a história foi não só comparada a uma peça chamada Let Me Hear You Whisper do dramaturgo Paul Zindler, falecido em 2003 ou extremamente parecida a uma curta metragem holandesa de 2015 que segue os mesmos parâmetros) os movimentos times up e me too parece que acabaram por ofuscar sempre essas ideias (essas e quaisquer outras durante esta temporada de prémios) levando sempre avante a ideia de que estaríamos perante a verdadeira obra-prima de Del Toro, obra essa chamada Pan's Labyrinth de 2006, desde então mantendo um padrão mediano em todos os seus filmes, Shape of Water sem excepção. 

Aos que esperavam como eu, um romance arriscado, sem fronteiras, cuja criatura significa tudo aquilo que é o amor, estamos ao invés disso perante um conjunto de momentos banais, muitas vezes patéticos, onde chegamos a ter pena do forte elenco que faz parte dele - expliquem me só o fascínio por Octavia Spencer que ainda não percebi muito bem sff! Custa-me a crer como é que perante filmes que realmente se destacam foi este o escolhido da maior parte dos conhecedores, algo que me leva a querer cada vez mais, nos interesses que estarão por detrás destas estranhas escolhas.

Quem me dera que o envelope tivesse vindo trocado novamente. Ou que ao menos o Paul Thomas Anderson tivesse ganho ao invés dele.

Shout out fortíssimo para as vitórias de: Frances McDormand, Sam Rockwell, Gary Oldman, Roger Deakins e Jordan Peele! É bom ver que no meio disto tudo, ainda merece a pena ficar contente com os momentos de consagração dos que valem a pena ressalvar.

WTF!?: (já nem cascando mais em cima deste) eu ainda estou para perceber como é que Lady Bird apareceu também neste lote, tendo um forte palpite que a razão tenha sido enfiar pelo meio a Greta Gerwig porque era uma mulher a realizar e parecia bem.

Podem consultar a lista completa de vencedores aqui: http://www.oscars.org/oscars/ceremonies/2018

sexta-feira, 2 de março de 2018

my (re)view: A Agente Vermelha (Red Sparrow) . 2018


Sotaques russos manhosos, dialogos mediocres e cenas desastrosas que arruinam completamente o efeito spy movie entre russos e os seus melhores amigos, os americanos. Red Sparrow deixa de lado o factor de tensão, recorrendo demasiado às cenas sexuais, mas usando de forma desleixada o factor de sensualidade que seria chave, visto abordar a história de uma prima bailarina do teatro de Bolshoi, que tem de se prestar a favores sexuais e de sedução a favor da pátria, e da familia, recebendo em troca estabilidade monetária para tratar da sua mãe doente. Jennifer Lawrence está a tornar-se um pequeno ódio de estimação. Para quem a achava um prodigio, levada pela onda hollywooodesca que lhe atribuiram quando surgiu nestas andanças, Lawrence é realmente muito bonita e interessante, mas sinto que este papel acabaria por resultar melhor noutra actriz. A sua quimica com Joel Edgerton é péssima, coisa que deveria ser o principal factor para o sucesso deste filme. Na verdade, não há momento algum em que o filme nos faça acreditar no que estamos a ver e ser previsivel não ajuda nada. São mais de duas horas de conteúdo superficial, que se vai tornando cada vez mais desinteressante, onde uma das melhores e mais intensas cenas, é protagonizada por Mary-Louise Parker, interpretando uma senadora americana alcoolica.

Classificação final: 2,5 estrelas em 5.