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sábado, 14 de maio de 2016

Crítica: Má Vizinhança 2 (Neighbours 2: Sorority Rising . 2016


As sequelas em geral (acima de tudo sequelas de comédia) têm tendência a perder qualidade e impacto. Tal como outras, Má Vizinhança 2 surge depois do sucesso do primeiro filme, Má Vizinhança em 2014, e tendo em conta a premissa os resultados não seriam promissores. A verdade é que se revela minimamente satisfatória.

Mac (Seth Rogen) e Kelly (Rose Byrne) são um casal feliz e encontram-se agora numa nova fase das suas vidas, são pais. Com mais uma criança a caminho, decidem mudar para uma casa maior. Assim que um casal se interessa pela compra da sua velha casa, ficam sujeitos a um regime de 30 dias sob visitas dos compradores, algo que serve para comprovar se a casa e a vizinhança está de acordo com aquilo que pretendem. Quando menos esperam, e depois de já se terem livrado da fraternidade universitária que residia ao lado, uma nova irmandade denominada Kappa Nu, liderada por Shelby (Chloë Grace Moretz), estabelece-se novamente na área. Para impedir que as raparigas façam algo que comprometa a compra da casa, Mac e Kelly terão de fazer de tudo para que nada espante os compradores e para a elaboração de todas as estratégias contarão a ajuda de um experiente na matéria, o velho amigo Teddy (Zac Efron) que se junta a eles para por fim à irmandade.

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Crítica: The Equalizer - Sem Misericórdia 2014


O nome Denzel Washington é daqueles nomes que são capazes de levar qualquer um ao cinema, mesmo sem saber sequer o que nos reserva o filme. Um actor com bastante reputação, já fez grandes papeis ao longo da sua carreira, já venceu dois Oscares e quer queiramos quer não, “um nome” influência bastante a expectativa que poderemos ter a cerca do que vamos ver. Um dos Oscares que Denzel Washington ganhou foi com o filme Dia de Treino feito exactamente pelo mesmo realizador deste The Equalizer - Sem Misericórdia, Antoine Fuqua. O que acontece por vezes é que bons nomes não conseguem salvar filmes. Infelizmente The Equalizer é um exemplo disso.

Robert tem um passado que todos desconhecem. Trabalha numa grande loja de materiais de construção em Boston, aparentemente tem uma vida bastante pacata, é um homem muito solitário e sofre de insónias. Para tentar ocupar o seu tempo lê muito e vai imensas vezes durante a madrugada a uma coffe shop que está aberta 24h por dia. Como frequentador assíduo do sitio, é lá que conhece Teri uma prostituta adolescente e os dois acabam por criar uma ligação especial. Rapidamente Robert apercebe-se que Teri pertence a algum tipo de máfia de tráfico humano e acaba por se envolver com a Máfia Russa trazendo até si imensos problemas que nem ele poderia prever.

O maior problema da história é o facto de já termos visto este tipo de filme vezes e vezes sem conta, com os mesmo clichés de sempre e diálogos bastante “corriqueiros”. O desenvolvimento dos personagens não é feito de forma correcta deixando muitas coisas que ficam por explicar, coisas que podem ser importantes para a audiência. Embora o personagem central seja bastante interessante, acabando por nos envolver até um certo ponto, derivado a todo o mistério que é gerado em torno da sua vida passada, o aspecto moralista e justiceiro acaba por ser completamente destruido com tanta atitude completamente imprópria. Compreensível por um lado, mas impossivel por outro.

No inicio do filme pensamos que estamos prestes a assistir a uma pelicula de atmosfera escura e profunda que irá respeitar muito todos os sentimentos dos personagens, mas afinal não passa de mais um mero filme de acção, onde o importante são mesmo as cenas de pancadaria (que por sinal são muito bem coreografadas) mas com imensas falhas ao longo do enredo e perdendo tempo com cenas que acabam por ser irrelevantes e apressando muitas que poderiam ter sido melhor exploradas. Teria sido ideal conjugar as duas coisas, um bom enredo e muita acção mas o filme escolhe o caminho apenas do entretenimento em estilo “One Man Army”. 

Denzel Washington dá uma prestação bastante sólida. É um actor que apesar de fazer muito este tipo de papeis ultimamente sabe faze-los de forma decente tal como muito outros que fez ao longo da sua carreira. Acho que está cada vez a ficar mais parecido com Liam Neeson nas escolhas que faz e tenho pena disso. É um actor de um grande calibre que merece outro tipo de papeis. Tanto Washington como Neeson são bons e gostava de os voltar a ver fazer papeis marcantes como já os vimos fazer outrora. A jovem e talentosa actriz Chloë Grace Moretz também está muito bem tal como era de esperar só é pena que tenha muito pouco tempo de ecrã, e sendo ela a personagem que irá levar a todo o desenvolvimento da trama principal do filme, não lhe é dado o devido desenvolvimento e importância.

The Equalizer acaba por ser uma desilusão para quem pudesse esperar por algo menos comercial e mais profundo, mas sei que certamente irá agradar a muitos especialmente a todos os apreciadores de filmes recheados de acção.








Classificação final: 2,5 estrelas em 5.

sábado, 20 de setembro de 2014

Trailer: The Equalizer - Sem Misericórdia | 25 de Setembro nos Cinemas


Data de Estreia: 25-09-2014

The Equalizer - Sem Misericórdia é o nome do novo filme de Antoine Fuqua, que já realizou filmes como Dia de Treino de 2001 ou Assalto à Casabranca de 2013. Foi a segunda fez que Denzel Washington trabalhou com o realizador, sendo que da primeira vez o seu grande desempenho no filme Dia de Treino lhe valeu o seu segundo Oscar, o de Melhor Actor Principal. Na representação neste projecto junta-se a ele também a jovem talentosa Chloë Grace Moretz.

O filme conta a história de um antigo operacional dos Serviços Secretos, que decide afastar-se para levar uma vida tranquila. Até ao dia que conhece a jovem prostituta Teri e acaba por se envolver com a máfia Russa.

Estreia está marcada para a quinta-feira dia 25 de Setembro de 2014.

Aqui fica o trailer:

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Crítica: If I Stay (2014)


Data de Estreia: 28-08-2014

O nome de Chloe Grace Moretz começa a estar bem marcado na indústria cinematográfica de Hollywood. A jovem de apenas 17 anos, que já trabalhou partilhou grandes peliculas não só com grandes estrelas do meio mas também com realizadores como Martin Scorsese e Tim Burton, não é só mais uma cara bonita pois é muito boa naquilo que faz. A maior razão pela qual queria ver este If I Stay (Se Eu Ficar) seria precisamente o facto do seu nome estar envolvido no projecto.

If I Stay é baseado na obra de literatura juvenil, com o mesmo nome, escrita por Gayle Forman. Aqui seguimos a história da doce Mia Hall, uma adolescente de 17 anos que sofre um grave acidente de viação que envolve toda a sua família. Mia entra em coma e tem uma experiência “fora do seu corpo” conseguindo seguir toda a aflição e dor da família e amigos no hospital onde se encontra em estado crítico. Enquanto assistimos a isto em tempo real, Mia leva-nos a viajar por toda a sua vida através das memórias que mais a marcaram, enquanto luta para saber se terá forças para ficar ou partir.

Apesar de estar inserido numa categoria que já se encontra um pouco saturada, talvez por ser um género rotulado abordando por norma sempre os mesmos temas em torno da adolescência, este filme consegue fazer um pouco mais que isso. Irão encontrar todos os dramas de insegurança, novas descobertas e amor que costumam estar presentes neste tipo de filme mas de uma forma muito sólida e madura.

If I Stay faz uma das melhores abordagens sobre o amor na adolescência que já vi no cinema! Sincera e real, e até mesmo com alguns clichés envolvidos a história mantêm-se sempre muito verdadeira e consegue-nos fazer acreditar que o amor dos personagens é genuíno. O filme explora o que é amar em todos os sentidos, não só o amor entre um homem e uma mulher mas também o amor de um pai, de uma mãe, de irmão, de avós e também dos amigos. Toda a tristeza que envolve a história é iluminada por boas memórias ao longo do filme, transformando quando é preciso toda aquela atmosfera pesada em algo mais leve que nos fará esboçar sorrisos. Visto que a história também aborda muito Música, a sua banda sonora é muito interessante, alternada entre Rock e Música Clássica.

Todos os personagens são muito agradáveis e conseguimo-nos conectar com cada um deles. Cada actor interpreta de forma pura os seus papeis, especialmente Chloe Grace Moretz que já provou muitas vezes que consegue fazer performances solidas e aqui não fugiu à regra, numa performance absolutamente tocante.

Penso que a única coisa que terá prejudicado um pouco o filme tenha sido a sua duração. Poderia ter sido um pouco mais curto e algumas cenas são repetitivas. Poderíamos retirar perfeitamente a mesma mensagem, sem a presença de algumas das cenas desnecessárias.

If I Stay é sem dúvida um filme tocante e cheio de emoções com uma bonita mensagem que pode ser vista por toda a família.







Classificação final: 3,5 estrelas em 5.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Crítica: The Poker House (2008)


Este filme foi me recomendado até há muito pouco tempo atrás, pois não fazia ideia da sua existência.

A história de The Poker House está centrada em Agnes, uma adolescente que vive literalmente no inferno. Quando sua adolescência era suposta ser um dos mais felizes tempos da sua vida, tal como qualquer outro adolescente, ela tem que cuidar das suas duas irmãs mais novas, enquanto sua mãe, uma viciada em drogas, álcool e prostituta que não se preocupa com elas. Uma casa deve ser o lugar mais importante e seguro para qualquer criança. É o sitio onde se sentem bem e a salvo, mas este não é exactamente o caso destas três meninas.

As performances são muito boas e mais uma vez a incrível Jennifer Lawrence é capaz de tocar as nossas emoções. Ela fez um óptimo trabalho retratando Anges. Chloe Grace Moretz é tão adorável! Eu não sei ao certo que idade ela teria quando fez este filme, mas já aqui ela estava a mostrar as suas grandes habilidades de actuação. Selma Blair que interpreta a terceira irmã também foi muito boa.

O filme sofre de alguns problemas de enredo, mas as poderosas performances superam isso. O que eu gostei mais no filme é o sentimento de esperança de que ele nos deixa no final. A última cena é absolutamente doce e bonita e depois de termos visto um filme muito triste e deprimente ele é capaz de nos deixar com um sorriso no rosto.

Este filme é baseado numa história verdadeira. A verdadeira história da escritora e realizadora do próprio filme, Lori Petty.




Classificação final: 3,5 estrelas em 5.