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segunda-feira, 9 de março de 2015

Judaica - Mostra de Cinema e Cultura | Cobertura


Chegou hoje ao fim a 3ª Edição da Judaica - Mostra de Cinema e Cultura 2015, festival que tem vindo a crescer e que teve mais uma vez como objectivo divulgar a temática judaica, principalmente através do cinema. Com uma programação bastante ambiciosa ao longo de 5 dias, 12 longas-metragens, 8 curtas-metragens, 6 documentários, a presença de realizadores e até eventos literários e gastronómicos passaram pelo Cinema São Jorge com o Judaísmo como tema de fundo.

domingo, 8 de março de 2015

Crítica: Félix e Meira 2014


Filme:

Esta é a história de duas pessoas infelizes e solitárias, que o destino vai cruzando, como que se subtilmente dissesse que seriam a salvação um do outro. Felix (Martin Bubreuil) é um homem comum, tentando encontrar um rumo na vida depois da morte do seu pai. Meira (Hadas Yaron) é uma mulher criada dentro dos rígidos termos do judaísmo ortodoxo. Entre os dois cresce gradualmente uma relação de forte afectividade, e o que começa como uma inocente amizade, vai-se tranformando num amor quase impossível devidos aos parâmetros de cada uma das suas vidas.

sexta-feira, 6 de março de 2015

Crítica: Corre, Rapaz, Corre (Lauf Junge Lauf) 2013


Data de Estreia: 12-03-2015

Filme:

Corre, Rapaz, Corre é uma história de guerra, com uma perspectiva diferente das mais habituais sobre o tema, pois contamos desta vez com uma narrativa através dos olhos de uma criança.

O filme é baseado na obra do escritor Uri Orlev, e relata os acontecimentos verídicos da vida de Yoram Friedman. Em plena Segunda Guerra Mundial, esta é extraordinária jornada de um corajoso menino judeu da Polónia,

quinta-feira, 5 de março de 2015

Crítica: Laribinto de Mentiras (Im Labyrinth des Schweigens) 2014


Filme:

Um olhar doloroso e bastante significativo sobre um dos eventos mais bárbaros da História da Humanidade. Labirinto de Mentiras é um drama pós-guerra sobre o periodo em que a Alemanha se recusava a admitir os seus crimes de guerra.

Na cidade de Frankfurt, em 1958, Johann Radmann (Alexander Fehling) um jovem procurador energético e ambicioso, desejoso por encontrar um trabalho mais importante do que os casos que trata sobre infracções de transito, vê a oportunidade de se destacar num caso de investigação sobre crimes cometidos durante a Segunda Guerra Mundial. Alertado por um jornalista, Radmann começa a relembrar tudo aquilo que os Alemães queriam esquecer, os horríveis acontecimentos ocorridos na década anterior. Nesta história baseada em factos verídicos, instituições governamentais comprometidas numa grande conspiração para encobrir crimes nazis, demonstram uma enorme paz e inércia perante muitos daqueles que cometeram grandes atrocidades em Auschwitz e que se mantinham impunes desde o fim da guerra.

O mais interessante e chocante de toda a história, e o que a torna diferente de muitas outras do género já retratadas inumeras vezes em Cinema, é o facto - que acaba por se tornar fascinante - de que nas décadas que se seguiram à guerra a maioria dos Alemães da geração de Radmann não terem noção dos horrores que os Judeus passaram e nem sequer terem noção do que se fazia nos campos de concentração, principalmente em Auschwitz. Mais chocante ainda, é ver alguns mais velhos desconhecerem tais actos - quase impossivel de acreditar mas cem por cento verídico - fruto de manobras de personalidades importantes do antigo regime, sendo este o principal encanto de Labirinto de Mentiras mostrando o retrato Histórico e a busca pessoal por uma justiça esquecida.

No entanto, o filme não consegue fugir a alguns dos clichés habituais, principalmente no que toca ao romance que ajuda a dar enfase e mais drama em alguns momentos. A relação de Radmann com a sua mãe, ajuda na maneira que não nos podemos esquecer que esta também acaba por ser uma história sobre crescimento e amadurecimento na vida, mas não é bem desenvolvida e metida um pouco "à pressão".

Mais uma interessante prespectiva sobre os flagelos da Segunda Guerra, num thriller duro, profundo e muito bem interpretado, sobre os factos que em 1963 afectaram um país submerso num labirinto de mentiras.


Classificação final: 4 estrelas em 5.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Crítica: Gett: O Processo de Viviane Amsalem 2014


Data de Estreia: 12-03-2015

Filme:  

Durante cinco anos Viviane Amsalem (Ronit Elkabetz) luta para obter o divórcio junto do Tribunal Rabínico, a única autoridade legal para julgar casos de divórcio em Israel. Viviane vive uma batalha diária emocionalmente desgastante, enfrentando uma atitude absolutamente intransigente por parte do seu marido Elisha (Simon Abkarian), que se recusa a conceder o divórcio, mesmo já não coabitando na mesma casa há alguns anos. Esta é a luta intensa de Viviane para ter a sua integridade e liberdade de volta num país onde rabinos afirmam que fazem de tudo para ajudar as esposas, mas onde a realidade é bem diferente disso.

Em Israel, apenas a lei religiosa rege os casamentos, independentemente se são religiosos ou não, estipulando que só o marido pode conceder a separação. Viviane desesperada quer aquilo que é seu por direito, decidir que já não quer continuar ao lado de um homem que já não a faz feliz, mas Elisha, o teimoso marido leva-a à completa exaustão física e emocional, num processo que é arrastado devido apenas à sua renúncia.

A carga emocional e a intensidade colocada na personagem Viviane, brilhantemente interpretada por Ronit Elkabetz (ela que também escreve e realiza o filme em colaboração com o seu irmão Shlomi Elkabetz) é algo sublime, alias todas as performances do filme são dignas de reconhecimento. Desprovidos de grandes cenários - visto que o filme é quase todo ele passado apenas numa sala de audiência do Tribunal - o elenco é capaz de trabalhar com aquilo que mais poderoso têm, o olhar, a expressão facial e corporal, interagindo de forma muito dinâmica uns com os outros, partilhando cada momento intenso assim como alguns inteligentes momentos cómicos que ajudam a aliviar o clima hostil vivido entre quatro paredes.

É bastante interessante constatar a forma como o homem e a mulher são vistos de forma diferente aos olhos de cada um dos intervenientes, apresentando-nos diferentes prismas da situação ao longo da história, sempre com a ideia estabelecida de que a voz da mulher não tem a mesma força que a do homem, muito menos quando esta põe em perigo aquilo que é o mandamento judaico mais sagrado de todos, preservar o lar judeu.

Gett: O Processo de Viviane Amsalem é uma história fascinante e absolutamente intensa que nos revela um facto sobre uma sociedade onde ainda hoje a mulher é tratada como propriedade do marido e não como ser independente e provido de liberdade. Belo e recheado de grandes performances, conseguindo o equilíbrio perfeito entre a tragédia e a comédia.


Classificação final: 4,5 em 5.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Judaica | Mostra de Cinema e Cultura 2015


O Cinema São Jorge recebe pela 3ª vez o Judaica: Mostra de Cinema e Cultura, um festival que apresenta os mais recentes filmes e documentários dedicados à temática judaica. Com filmes dos mais variados géneros, desde a comédia até ao drama, a programação não poderia deixar de recordar os 70 anos do fim da Segunda Guerra Mundial, mas não se fica só pelo cinema, contando também com convidados especiais, debates, literatura e até culinária!

Labirinto de Mentiras de Giulio Riccarelli
A abertura do festival contará logo com uma sessão especial intitulada de Romain Gary: A sua história na História onde os convidados especiais Myriam Anissimov e Pedro Mexia falarão sobre a vida do romancista e piloto na Segunda Guerra Mundial, Romain Gary, conversa esta que será o ponto de partida para a abordagem dos 70 anos do fim da Guerra.

Alguns dos filmes de maior destaque desta edição serão Labirinto de Mentiras, uma drama pós-gerra que relata a conspiração das instituições alemães que encobriam crimes nazis durante a II Guerra; Sapatos, uma interessante curta-metragem contando a história de um par de sapatos que passa da montra de uma loja chique até ao campo de concentração de Auschwitz; Corre Rapaz Corre, a história verídica de um menino polaco de 8 anos que foge de um gueto de Varsóvia tentando ocultar a sua identidade judaica. Um filme que capta a guerra apartir do ponto de vista de uma criança; ou por exemplo Gett: O Processo de Viviane Amsalem, filme vencedor de vários prémios em festivais de cinema e nomeado para Melhor Filme Estrangeiro nos Globos de Ouro de este ano e candidato por Israel aos Óscares, contando a história de uma mulher israelita que luta pela dissolução do seu casamento num país onde é praticamente impossivel existir uma separação legal.

Corre Rapaz Corre de Pepe Danquart
Gett: O Processo de Viviane Amsalem de Ronit & Schlomo Elkabetz
O festival decorrerá de 4 a 8 de Março em Lisboa, e pela primeira vez, passará também por Belmonte de dia 7 a 10 de Maio, no Auditório Municipal e no Museu Judaico de Belmonte. 

Para mais informação sobre todos os filmes e programação completa do festival consultem a página oficial: http://www.judaica-cinema.org/ 

Sapatos de Costa Fam