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sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

my (re)view: A Hora Mais Negra (Darkest Hour) . 2017


Gary Oldman há muito que merece o seu momento de glória. Parece que finalmente chegou esse momento. Muito deste Darkest Hour recai sobre a dedicação que Oldman entregou para a interpretação de Winston Churchill homem peculiar, odiado por muitos, mas figura incontornável na história do Reino Unido. E tal como a imponente figura que retrata, também Oldman se destaca este ano com uma das melhores performances, performance essa que lhe tem dado o direito a receber o prémio de melhor actor de 2017 em todas as cerimonias de entrega de prémios. Apesar do que por vezes se diz de Joe Wright, eu acho que a sua carreira se têm mantido relativamente sólida (apenas com alguns percalços pelo meio de vez em quando), sendo o seu trabalho nitidamente mais forte, quando se trata de peças de época ou de cariz histórico, apresentando um imenso cuidado no retratar da época em questão, através do set design e também do guarda roupa, assim como quando isso é contrastado com planos interessantes e uma edição fora do normal quando falamos de histórias abrangidas nesse contexto. O plano de tensão é quase constante, só é pena algumas quebras de ritmo, mas que rapidamente se retomam, ou não estivéssemos a falar de um dos piores e mais devastadores períodos da história mundial, a segunda guerra mundial. Para quem está à espera de cenários de guerra engane-se, este é um filme mais focado nas relações humanas e pessoais de Churchill dando-nos um retrato do homem e não da figura de estado. Dêem todos os prémios a Gary Oldman, este é o seu ano.

Classificação final: 4 estrelas em 5.

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Crítica: Dunkirk . 2017


Perante a inércia daqueles que se viram encurralados pelos horrores da Segunda Grande Guerra, Christopher Nolan representa o lado bárbaro da mais dolorosa fase da história da humanidade. Dunkirk é para uns pouco fiel, para outros uma obra prima do cinema, para mim um filme com a sua importância que tanto conta com momentos absolutamente gloriosos, como com falhas difíceis de ultrapassar para quem o visiona.

Escrito e realizado por Christopher Nolan, Dunkirk relata acontecimentos passados naquela que foi intitulada como a Batalha de Dunquerque onde soldados britânicos e franceses ficaram encurralados no nordeste da França, pelas forças Alemãs durante a Segunda Guerra Mundial. Cercados por todos os lados, na costa francesa e sem grande escapatória, aqueles que lá se encontravam temiam o pior e já davam a batalha como vencida, quando para espanto de todos um número considerável de pequenos barcos e navios privados ajudaram no resgate a mais de 300.000 homens das praias de Dunquerque ao longo de todo o canal, acabando por ser tão importante no sucesso do resgate desses homens como os grandes navios da marinha. Uma demonstração de solidariedade por parte do povo britânico que viria a marcar de forma significativa o papel do cidadão comum durante a guerra.

Como fã de filmes de guerra, acho que a parte técnica é fulcral num filme do género, mas aqui essa parte sobrepõe-se ao resto. A dificuldade é tentar perceber se essa era realmente a intenção. O facto de ser tão bom a nível técnico acaba por nos fazer sentir um pouco dentro do filme, titular de uma sonoplastia fantástica e de uma ensurdecedora banda sonora de Hans Zimmer, que trabalha lado a lado com Nolan, na construção dos acontecimentos que são apresentados de forma visual sublime, com planos incríveis quer seja em terra, no mar ou no ar. Uma das coisas que considero mais interessantes é o facto de nunca vermos o inimigo. Algo que raramente (ou nunca) é feito em filmes do género e só por aí lhe atribuo uns pontos extra, pois a tensão também se constrói muito em parte por causa disso, retratando a constante insegurança e impotência do que é estar na pele de alguém que se encontra completamente desorientado perante aquele cenário. Enquanto Nolan preferiu apostar mais nesse lado, desprovendo os personagens de laços de emotividade, (quem sabe propositadamente, generalizando, para demonstrar que todos somos iguais perante situações de sobrevivência) seria bom tê-los vistos um pouco mais desenvolvidos, nem que fosse na partilha de experiências de guerra ali passadas. A verdade é que os personagens principais não conseguem ser capazes de criar grande empatia com a audiência (mau casting talvez!?), mas a força das imagens, combinadas com o som, e o medo do desconhecido, provocou em mim um nervoso miudinho, nem que fosse pelo lado humano do retrato de angustia das circunstâncias retratadas.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Crítica: Aliados (Allied) . 2016


Robert Zemeckis aposta pela primeira vez num drama passado durante a Segunda Guerra, que tem mais de thriller romanceado com muito glamour, do que propriamente algo focado no período histórico em que se insere. 

O agente secreto Max Vatan (Brad Pitt) acaba de aterrar de para-quedas no Norte de África e dirige-se para Casablaca, onde tem como missão assassinar o embaixador alemão e terá como ajuda a belissima Marianne Beusejour (Marion Cotillard) agente da Resistência Francesa. Marianne tem já o terreno preparado e quando Max lá chega, os dois têm de fingir ser casados e impressionar os nazis locais que entretanto foram criando amizade com Marianne. Ambos têm de ser credíveis não causando quaisquer suspeitas, e rapidamente a relação profissional entre os dois se torna algo mais e os dois se apaixonam. Depois da missão ambos escapam e Max pede a Marianne que volte com ele para Londres e se casem. Com esta relação a avançar tão rapidamente, suspeitas sobre a verdadeira identidade de Marianne se levantam e as suas intenções para com Max começam a ser questionadas.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Crítica: Mulher de Ouro (Woman in Gold) . 2015


Mulher de Ouro é o filme baseado na história verídica de Maria Altman (Helen Mirren), uma refugiada judia a viver em Los Angeles, do seu advogado Randy Schoenberg (Ryan Reynolds) e da luta que viveram em conjunto para reclamar ao governo Austríaco um famoso quadro de Gustav Klimt - Portrait of Adele Bloch-Bauer I - retrato que pertencia à sua tia, e que foi confiscado à família pelos nazis durante a Segunda Guerra Mundial.

Sempre tive particular interesse por histórias inseridas no período histórico da Segunda Guerra, todas elas continuam a impressionar e por mais vezes que sejam contadas ou recontadas no cinema, das mais variadas maneiras, acaba por ser sempre relevante relembrar um dos piores momentos que o mundo alguma vez já viveu. Esses filmes tornam-se estranhamente pessoais (mesmo que não haja razões para tal) e a emoção que causa no espectador é o mais importante. Mulher de Ouro falha precisamente nesse aspecto. Apesar de ser sem dúvida uma história interessante, a narrativa mal estruturada e os acontecimentos apressados e por vezes tão óbvios, quebram a emoção pretendida.

sexta-feira, 6 de março de 2015

Crítica: Corre, Rapaz, Corre (Lauf Junge Lauf) 2013


Data de Estreia: 12-03-2015

Filme:

Corre, Rapaz, Corre é uma história de guerra, com uma perspectiva diferente das mais habituais sobre o tema, pois contamos desta vez com uma narrativa através dos olhos de uma criança.

O filme é baseado na obra do escritor Uri Orlev, e relata os acontecimentos verídicos da vida de Yoram Friedman. Em plena Segunda Guerra Mundial, esta é extraordinária jornada de um corajoso menino judeu da Polónia,

quinta-feira, 5 de março de 2015

Crítica: Laribinto de Mentiras (Im Labyrinth des Schweigens) 2014


Filme:

Um olhar doloroso e bastante significativo sobre um dos eventos mais bárbaros da História da Humanidade. Labirinto de Mentiras é um drama pós-guerra sobre o periodo em que a Alemanha se recusava a admitir os seus crimes de guerra.

Na cidade de Frankfurt, em 1958, Johann Radmann (Alexander Fehling) um jovem procurador energético e ambicioso, desejoso por encontrar um trabalho mais importante do que os casos que trata sobre infracções de transito, vê a oportunidade de se destacar num caso de investigação sobre crimes cometidos durante a Segunda Guerra Mundial. Alertado por um jornalista, Radmann começa a relembrar tudo aquilo que os Alemães queriam esquecer, os horríveis acontecimentos ocorridos na década anterior. Nesta história baseada em factos verídicos, instituições governamentais comprometidas numa grande conspiração para encobrir crimes nazis, demonstram uma enorme paz e inércia perante muitos daqueles que cometeram grandes atrocidades em Auschwitz e que se mantinham impunes desde o fim da guerra.

O mais interessante e chocante de toda a história, e o que a torna diferente de muitas outras do género já retratadas inumeras vezes em Cinema, é o facto - que acaba por se tornar fascinante - de que nas décadas que se seguiram à guerra a maioria dos Alemães da geração de Radmann não terem noção dos horrores que os Judeus passaram e nem sequer terem noção do que se fazia nos campos de concentração, principalmente em Auschwitz. Mais chocante ainda, é ver alguns mais velhos desconhecerem tais actos - quase impossivel de acreditar mas cem por cento verídico - fruto de manobras de personalidades importantes do antigo regime, sendo este o principal encanto de Labirinto de Mentiras mostrando o retrato Histórico e a busca pessoal por uma justiça esquecida.

No entanto, o filme não consegue fugir a alguns dos clichés habituais, principalmente no que toca ao romance que ajuda a dar enfase e mais drama em alguns momentos. A relação de Radmann com a sua mãe, ajuda na maneira que não nos podemos esquecer que esta também acaba por ser uma história sobre crescimento e amadurecimento na vida, mas não é bem desenvolvida e metida um pouco "à pressão".

Mais uma interessante prespectiva sobre os flagelos da Segunda Guerra, num thriller duro, profundo e muito bem interpretado, sobre os factos que em 1963 afectaram um país submerso num labirinto de mentiras.


Classificação final: 4 estrelas em 5.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Crítica: O Jogo da Imitação (The Imitation Game) 2014


Data de Estreia: 15-01-2015

Acredito que poucos possam ter conhecimento de quem foi Alan Turing e da importância que este teve durante a II Guerra Mundial. Enigma era o nome do problema que o Britânicos queriam resolver e a mente brilhante de Alan Turing foi a solução desse problema.

Enigma, era uma máquina de criptografia que teve um grande papel durante a II Guerra Mundial. Os Alemães usavam-na para enviar mensagens secretas passadas para vários sitios da Europa apartir dos anos 20. As supostas mensagens em código eram consideradas impossiveis de decifrar, e o Serviço de Inteligência Britânico, a mando do Governo Inglês, decidiu contratar aqueles que considerava dotados de grande inteligência para trabalhar em segredo, num centro especializado e tentar quebrar esses mesmos códigos. No entanto, foi o matemático Alan Turing que conseguiu marcar a diferença, planeando uma série de técnicas e esquemas que o levaram a construir a chamada "Maquina de Turing" (um modelo que "age" e "pensa" como aquilo a que hoje chamamos de computadores) derrotando o sistema usado pelos Alemães e contribuindo para o termo da II Guerra.

A narrativa não linear, andando para trás e para a frente entre os seus tempos de escola, o Enigma e o tempo pós Guerra, pode ao inicio incomodar um pouco, não que seja confuso, mas parecendo não fazer muito sentido. Aos poucos começamos a perceber a importância que esses acontecimentos passados e futuros têm no foco central da história.

O tema da homossexualidade é um dos pontos fulcrais, o que o torna ainda mais significativo quanto à mensagem que pretende passar. Pelo facto de ser homossexual, Turing sofreu uma grande discriminação por parte do Governo, tendo sido fortemente atacado e humilhado, caindo no esquecimento o feito importantissimo que fez não só pelo seu pais, mas também pela Humanidade.

Benedict Cumberbatch é o actor que dá vida a Turing de forma absolutamente brilhante. Digno de um enorme talento, a sua performance é merecedora de reconhecimento, passando para o espectador a figura de um homem que estava muito à frente do seu tempo, dotado de uma inteligência extraordinária. Graças a ele conseguimos ver todas as facetas de Turing e a sua capacidade de passar de cenas intensamente emocionais para momentos hilariantes de humor negro é algo sublime, que ilumina o peso da atmosfera. Keira Knightley numa performance cheia de charme e profundidade, alegra todo o elenco composto apenas por homens e a quimica entre ela e Cumberbatch é notória.

Apesar de ser passado durante grande parte no periodo da II Guerra, esta fase da História apenas serve como pano de fundo, visto que este é um filme que pretende focar a pessoa de Turing e aquilo que ele conseguiu alcançar. Um tributo aos milhões de vidas salvas, visto que se estima que a Guerra tivesse durado mais dois anos, se o Enigma não tivesse sido quebrado.

Esta é então a história de uma mente brilhante, inserida num dos piores momentos históricos que a Humanidade já alguma vez viveu. Interessante, intrigante e com uma bela e envolvente banda sonora, irá suscitar curiosidade em todos aqueles que gostam de histórias relacionadas com este periodo.







Classificação final: 4 estrelas em 5.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Crítica: Invencível (Unbroken) 2014


Data de Estreia: 08-01-2015

Esta é a impressionante história verídica de Louis Zamperini, um antigo atleta Olímpico e sobrevivente da Segunda Guerra Mundial. Depois do seu bombardeiro se ter despenhado no mar durante a guerra, Zamperini sobreviveu 47 dias à deriva e depois de resgatado foi capturado por Japoneses e enviado para campos de prisioneiros de guerra. Infelizmente, mesmo com uma história tão poderosa como esta, o filme acaba por não fazer jus à mesma.

Invencível é o segundo filme de Angelina Jolie como realizadora (que teve a sua estreia em 2011 com Na Terra de Sangue e Mel), e peca por não ser capaz de entregar à audiência o nível de intensidade que era requerido, com um argumento que consegue ser bastante fraco. Todo o "background" da vida de Zamperini parece perdido no meio do enredo. Vemos Zamperini como jovem problemático, rapidamente passamos para o gosto que ganhou pela corrida e num ápice já estamos em plena Segunda Guerra. Um estudo mais profundo do personagem poderia ter sido desenvolvido visto que durante as duas horas e trinta minutos de filme, existem, por exemplo, extensas cenas de violência que poderiam ter sido encurtadas. A violência é sem dúvida algo que Jolie queria frisar, mas talvez cenas mais emocionais a nível psicológico teriam sido uma melhor aposta. Depois de muita brutalidade, simplesmente a guerra acaba sem haver praticamente contexto histórico nenhum. 

As cenas de maior carga, conseguem ser muito agressivas e chocantes, com a mais valia da grande performance de Jack O'Connell, que se sai muito bem no papel de Zamperini, e o maior crédito do filme tem de ir sem dúvida para a sua pessoa. Para além da interpretação de O'Connell, outra das mais valias são algumas cenas muito bem filmadas, com planos muito bem executados.

Contudo, é impressionante constatar todo o sofrimento, resistência e força com que este grande homem se manteve durante a época mais dura da sua vida. É acima de tudo um filme cauteloso e previsível, não arriscando muito quando tinha tudo para ser inesquecível derivado a esta história de grande coragem.









Classificação final: 2,5 estrelas em 5.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Poster & Trailer: Woman in Gold


Woman in Gold é um drama realizado por Simon Curtis (mais conhecido por ter realizado My WeekWith Marilyn em 2011). O filme é baseado na história verídica de Maria Altmann, uma sobrevivente do Holocausto que reside em Los Angeles. Ela e o seu advogado lutaram contra o Governo Austriaco, durante quase uma decada para reaver um quadro do pintor Gustav Klimt que pertencia à sua tia, que na altura da Segunda Guerra foi confiscado pelos Nazis.

O elenco conta com nomes como Helen Mirren, Ryan Reynolds, Daniel Brühl, Tatiana Maslany ou Katie Holmes e tem estreia marcada já para o próximo ano.

domingo, 20 de julho de 2014

Crítica: Ida (2014)


Um filme onde as imagens valem mais do que as palavras. Ida é um filme poderoso que nos leva até à assombrosa Polónia pós guerra.

Este drama Polaco, é passado nos anos 60 e nele seguimos a história de Anna, uma freira noviça. A madre superiora do convento onde vive desde criança diz-lhe que antes de fazer os seus votos, ela tem de conhecer a sua família. Anna parte para uma cidade próxima e lá conhece a sua tia Wanda, uma ex-juiza com uma personalidade um pouco fria e revoltada que lhe diz que o seu nome verdadeiro é Ida e que os seus pais, judeus, foram assassinados durante a Segunda Guerra Mundial. Wanda e Ida embarcam numa viagem não só em busca dos restos mortais da família, mas também para encontrar algum tipo de paz interior cada uma com a sua razão.

Ida é um excelente filme que demonstra todo o terror vivido durante uma das piores épocas da História mundial. Toda a sua atmosfera transparece esse terror e de uma forma muito natural e até simples, passa para o lado de cá a dedicação que lhe foi dada.

A cinematografia a preto e branco é algo deslumbrante. Os ângulos de filmagem absolutamente brilhantes, muito cuidados e interessantes. O uso da música em algumas das cenas, ilustra cada situação. As performances das duas actrizes principais são muito profundas e complexas. Um trabalho impecável da parte das actrizes Agata Trzebuchowska e Agata Kulesza, que foram capazes de transmitir o peso de cada uma das suas personagens.

O final pode ser ambíguo. Mas isso não é sinal de que seja um mau final, pois podemos tirar dele aquilo que quisermos e imaginar o que achamos melhor para a figura central do filme. Todos os significados ficam para cada um de nós interpretarmos à nossa maneira.

Apesar do dialogo ser pouco é sem dúvida muito profundo. Muitas das cenas onde o silêncio impera, são assoberbadas pelas poderosas imagens que estamos a ver e isso torna-o numa obra muito boa apesar da sua simplicidade.

Ida estreou nas nossas salas na passada quinta-feira, dia 17 de Julho.








Classificação final: 4 estrelas em 5.

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Crítica: The Monuments Men (2014)


The Monuments Men era um dos meus filmes mais esperados para este ano. O que aconteceu é que os pobres comentários foram tantos que eu acabei por perder o interesse em ir vê-lo enquanto esteve em exibição nos cinemas por volta do inicio deste ano. Após estes meses finalmente tomei a decisão de vê-lo.

Eu sempre gostei de filmes relacionados com a Segunda Guerra Mundial, todas as histórias com base nela causam-me interesse por isso o meu interesse por este filme foi imediato, ainda com o acréscimo da quantidade de grandes nomes associados a ele. Mas como em muitos outros filmes o elenco não foi capaz de salvar o filme.

Este filme quer elogiar o trabalho dos valentes homens que andavam à procura de arte roubada por Hitler durante a guerra. Hitler roubou e escondeu uma grande quantidade de obras de arte famosas dos maiores pintores e artistas de sempre no mundo. Se Hitler perdesse a guerra já estava programada a destruição de todas essas obras de arte e um grupo de homens estava disposto a literalmente arriscar as suas vidas pela Arte! Se eles não tivessem sido bem sucedidos talvez hoje não tivéssemos algumas das incríveis obras de arte de todos os tempos.

Enquanto realizador deste filme George Clooney quer realçar este aspecto. Durante todo o filme sentimos que aqueles homens adoravam o que estavam a fazer, estando realmente comprometidos com a sua missão. O que Clooney não foi capaz de fazer foi mostrar mais momentos deste grupo enquanto equipa. Era preciso aprofundar mais os personagens e alguns precisavam de mais tempo de ecrã. Bill Muray, John Goodman, Cate Blanchett, Matt Damon, Jean Dujardin, todos eles não tiveram oportunidade de ter momentos brilhantes no filme. A parte romantizada do filme entre Matt Damon e Cate Blanchett precisava de mais profundidade. A química entre os dois foi óptima e surpreendentemente (e digo surpreendentemente porque é suposto nos focarmos na história de arte roubada) as suas cenas foram as que eu mais gostei.

O ritmo não é o melhor. Há momentos muito lentos onde perdi o interesse e comecei a distrair-me, felizmente como queria saber mais sobre o que estes grandes heróis fizeram, isso foi o que me ajudou a ficar focada até ao fim. Também senti que algumas cenas foram desnecessárias e outras que precisavam ser mais desenvolvidas foram deixadas para trás.

The Monuments Men não é o filme incrível que eu estava a espera, mas com uma grande história e grandes actores, só por isso merece um certo crédito. Certamente não é fantástico, mas pelo menos mostrou-nos um lado da Segunda Guerra Mundial que nunca foi explorado em filme antes, mesmo que infelizmente tenha sido pobre.






Classificação final: 2,5 estrelas em 5.

Alguns dos verdadeiros heróis desta história, intitulados como "The Monuments Men"