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sábado, 3 de fevereiro de 2018

my (re)view: Linha Fantasma (Phantom Thread) . 2017


É impossível controlar o amor. É esse o exercício que Paul Thomas Anderson quis que assistíssemos desta vez na sua mais recente obra Linha Fantasma, uma luta de sexos, ilustrando as adversidades de uma relação, numa mistura de romance e mistério, com um uso da comédia que é deveras surpreendente. Um filme sustentado por três performances magnificas e uma banda sonora que nos absorve por completo para dentro da tela, representando tanto, quanto os personagens em cena. Daniel Day-Lewis é Reynolds Woodcock, um cinquentão solteiro que se cruza com a jovem Alma, que se transforma quase que num manequim humano para o seu adorado oficio, a confessão de vestidos de alta costura. Reynolds é um homem extremamente minucioso e arrogante, cheio de rotinas e manias. Esta nova paixão irá abalar o seu dia-a-dia, pois Alma recusa-se a aceitar as taras do seu apaixonado, numa luta constante de personalidades, onde observamos que o amor é demonstrado das mais variadas formas. Vicky Krieps e Lesley Manville são as magnificas forças femininas que vão contra a extrema masculinidade do personagem de Day-Lewis, onde a representação é sublime em todas as circuntancias. Um poema visual, com uma cinematografia belissima, onde até há lugar para alguns momentos mais creepy e espirituais, relacionados com os medos e fobias de um homem cuja figura é bem mais fragil do que aparente ser. Para além de algo absolutamente deslumbrante de ser visto, como é habitual da sua parte, Paul Thomas Anderson proporciona uma experiência arrebatadora, daquelas que só os grandes sabem fazer. Daquelas que permanecem connosco assim que saimos da sala de cinema. 

Classificação final: 4,5 estrelas em 5.

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Crítica: Jogos de Prazer (Boogie Nights) . 1997


Em 1988, Paul Thomas Anderson dava a conhecer ao mundo em apenas 30 minutos a história de um actor pornográfico. The Dirk Diggler Story era o short mockumentary que explorava o auge e a decadência da carreira do personagem Dirk Diggler, inspirado na figura real de John Holmes, um dos actores mais bem sucedidos de sempre na indústria pornográfica nos Estados Unidos. Em 1997, Anderson decide retomar a história com o ambicioso Boogie Nights explorando a vida do actor, algo que o faria dar o salto que precisava para as luzes da ribalta.

Eddie Adams (Mark Wahlberg, num dos melhores desempenhos da sua carreira) um adolescente que trabalha num bar, conhece um produtor de cinema pornográfico que lhe promete uma carreira de sonho na indústria. A princípio ingénuo e deslumbrado, Eddie conhece um mundo novo onde tudo lhe é permitido. Agora pelo nome artístico de Dirk Diggler, à medida que vai subindo na carreira o seu ego começa a interferir com o trabalho e a má vida que leva acabaria por afecta-lo no futuro.



Com Martin Scorsese como inspiração clara, Paul Thomas Anderson constrói uma visão cativante da indústria pornográfica durante a era disco, combinando entretenimento, onde o estilo de vida selvagem é dominado por sexo, drogas e muita festa, com bons apontamentos emocionais, que aparentemente não fariam sentido tendo em conta o tema. Boogie Nights é detentor de uma sensualidade e exotismo próprio da época em que se insere, nunca esquecendo os toques recorrentes ao humor.

O elenco oferece performances perfeitas, num filme detentor de uma grande irreverencia e atitude audaciosa, que viria a transforma-lo não só num dos melhores dos anos 90, mas também numa referência da cultura pop.

in Take Cinema Magazine, edição 43 Erótica .

domingo, 24 de abril de 2016

It Takes 2 . #5 Anderson & Hoffman


Paul Thomas Anderson & Philip Seymour Hoffman

E foram 5: Hard Eight (1996) . Boogie Nights (1997) . Magnolia (1999) . Punch-Drunk Love (2002) . The Master (2012)

Sucesso da Parceira:

Todos os realizadores acabam por ter musas. E o sucesso do seu trabalho acaba também por ser influenciado pelo trabalho dos actores. Por isso mesmo, Paul Thomas Anderson foi muito importante na carreira Philip Seymour Hoffman, assim como Philip Seymour Hoffman é imediatamente associado à obra de Paul Thomas Anderson.

High-lights : 

Enquanto Paul Thomas Anderson começava a marcar desde cedo a diferença em Hollywod, com as suas características inconfundíveis, este também ajudou na progressão da carreira de Philip Seymour Hoffman, que foi passando aos poucos dos papeis secundários, para papeis mais interessantes, e de liderança. Apesar das suas colaborações anteriores, e da importância dos papeis PSH nas obras de PTA, independentemente do tempo que teriam em ecrã, a verdade é que a colaboração que acabou por dar mais destaque a PSH é a última, The Master, onde viria a receber a sua quarta nomeação para um Oscar. Apesar de só ter obtido o papel principal ao fim de anos de trabalho em conjunto, é fácil recordar as suas personagens.

Spot on:

A filmografia de PTA conta ainda apenas com 7 filmes, mesmo assim é considerados um dos melhores realizadores dos últimos tempos. O sucesso de um bom realizador também fica celebrizado, pela escolha de actores. PSH era um excelente actor e fica a certeza, de que no futuro as colaborações entre ambos continuariam a ser constantes, quer fossem elas grandes ou pequenas. Com a partida prematura de Hoffman, resta-nos agora recordar e celebrar os belíssimos papeis de Hoffman nos trabalhos de Anderson.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Crítica: Vício Intrínseco (Inherent Vice) 2014


Data de Estreia: 19-02-2015

Paul Thomas Anderson está de volta com este magnifico Vício Intrínseco, uma comédia negra adaptada do livro crime-noir psicadélico de Thomas Pynchon, onde seguimos o detective privado Doc Sportello (Joaquin Phoenix), que é contractado por uma ex-namorada para investigar o desaparecimento do seu novo namorado, um magnata rico do imobiliário. Rapidamente a investigação complica e é gerado num enorme labirinto, e uma panóplia de personagens invadem a história, cada um com o seu propósito e interesse no enredo.

Com um estilo super 90's o filme é uma mistura absolutamente perfeita do sombrio, misterioso e bizarro, com a California dos anos 70, com atmosfera muito hippie, como pano de fundo. Envolvente e sedutor, leva-nos numa viagem louca onde saltamos frequentemente da realidade para momentos semi-surreais e fantasiados, momentos esses que nos levam a pensar para além do que estamos a ver, interpretando os seus diferentes significados, coisa a que Paul Thomas Anderson já nos têm habituado nos seus filmes. A magnífica cinematografia e banda sonora que se enquadra perfeitamente a cada cena são outras das mais valias do filme.

Joaquin Phoenix tem uma performance absolutamente cativante e divertida, sempre muito bem apoiado pelo elenco secundário (Benicio Del Toro, Reese Witherspoon, Owen Wilson, Katherine Waterston) que se destaca, mesmo os que não têm muito tempo de ecrã. Dos personagens que se destacam mais, não posso deixar de mencionar Josh Brolin que nos proporciona alguns dos momentos mais hilariantes do filme, liderando todas as cenas em que entra.

Vício Intrínseco é sem dúvida mais um dos triunfos de Paul Thomas Anderson. Uma obra vibrante de um dos realizadores mais completos dos tempos modernos, e pelo qual estou sempre ansiosa em saber o que vai fazer a seguir.







Classificação final: 5 estrelas em 5.

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Poster & Trailer: Inherent Vice 2014


Ora aqui está, o primeiro e fantástico poster para Inherent Vice, o próximo filme de Paul Thomas Anderson, acompanhado do primeiro trailer.

O filme é baseado no romance de Thomas Pynchon e segue a história de um detective privado que investiga o desaparecimento da sua ex-namorada e do actual namorado, em Los Angeles. Entre a comédia e o drama este é mais para este ano que promete...