Data de Estreia: 19-02-2015
Paul Thomas Anderson está de volta com este magnifico Vício
Intrínseco, uma comédia negra adaptada do livro crime-noir psicadélico de Thomas Pynchon, onde seguimos o detective
privado Doc Sportello (Joaquin Phoenix), que é contractado por uma ex-namorada
para investigar o desaparecimento do seu novo namorado, um magnata rico do
imobiliário. Rapidamente a investigação complica e é gerado num enorme labirinto,
e uma panóplia de personagens invadem a história, cada um com o seu propósito e
interesse no enredo.
Com um estilo super 90's o
filme é uma mistura absolutamente perfeita do sombrio, misterioso e bizarro,
com a California dos anos 70, com atmosfera muito hippie, como pano de fundo.
Envolvente e sedutor, leva-nos numa viagem louca onde saltamos frequentemente da
realidade para momentos semi-surreais e fantasiados, momentos esses que nos
levam a pensar para além do que estamos a ver, interpretando os seus diferentes
significados, coisa a que Paul Thomas Anderson já nos têm habituado nos seus
filmes. A magnífica cinematografia e banda sonora que se enquadra perfeitamente a cada cena são outras das mais valias do filme.
Joaquin Phoenix tem uma
performance absolutamente cativante e divertida, sempre muito bem apoiado pelo
elenco secundário (Benicio Del Toro, Reese Witherspoon, Owen Wilson, Katherine
Waterston) que se destaca, mesmo os que não têm muito tempo de ecrã. Dos
personagens que se destacam mais, não posso deixar de mencionar Josh Brolin que
nos proporciona alguns dos momentos mais hilariantes do filme, liderando todas
as cenas em que entra.
Vício Intrínseco é sem dúvida mais
um dos triunfos de Paul Thomas Anderson. Uma obra vibrante de um dos realizadores mais completos dos
tempos modernos, e pelo qual estou sempre ansiosa em saber o que vai fazer a
seguir.






