2015? O futuro é hoje.
quarta-feira, 21 de outubro de 2015
Crítica: O Prodígio (Pawn Sacrifice) . 2015
Robert "Bobby" James Fisher (Tobey Maguire) foi um dos maiores prodígios de sempre na história do xadrez, e alguém que poderá ser desconhecido da maior parte de nós, mas com importância significativa num momento decisivo para os EUA. Com a Guerra Fria como tensão principal no enredo, o filme pretende demonstrar a representatividade que Bobby Fisher teve como jogador, derrubando russos um a um no tabuleiro, com o propósito de assumir o lugar de melhor do mundo, pertencente ao russo Boris Spassky (Liev Schreiber). Fenómeno em todo o mundo, herói nos EUA, Fisher era digno de grande reconhecimento e inteligência, mas os seus próprios mistérios eram maiores que tudo, lutando diariamente contra os demónios dentro da sua cabeça.
Aqui é capturada toda a essência dos distúrbios da sua mente, perturbações que nunca o moveram do seu principal objectivo, ser o melhor no mundo do xadrez. Os momentos mais paranóicos são sem dúvida o melhor do filme, onde a edição frenética demonstra a complexidade de sentimentos e ansiedade vividos por Fisher. Falha maioritariamente, quando se trata de relatar o seu passado enquanto criança e adolescente, os problemas com a mãe nunca chegam a ser desenvolvidos com profundidade, assim como existem alguns momentos no filme que se tornam desnecessários.quarta-feira, 14 de outubro de 2015
Crítica: Pan: Viagem à Terra do Nunca (Pan) . 2015
Todos estamos familiarizados com a história de Peter Pan, e com as versões cinematográficas inspiradas nele, quer em animação quer em live-action. Esta foi a vez do realizador inglês Joe Wright se aventurar pela Terra do Nunca e acontece que o resultado não é definitivamente o melhor.
O filme é a prequela da bem conhecida história original de 1904, de J. M. Barrie, focando-se nas origens do menino órfão, tal como em todas as personagens associadas a ele. Como Peter Pan (Levi Miller) chega a Terra do Nunca, como este conhece Hook (Garrett Hedlund), Blackbeard (Hugh Jackman), Tiger Lily (Rooney Mara) - que se destaca quase que apenas com o propósito de arranjar o romance forçado da trama, entre esta e o Capitão James Hook - e como todos se conectam entre si. Todos os elementos essenciais que sempre associamos e que bem conhecemos cada vez que pensamos naquilo que é Peter Pan, parecem ser totalmente esquecidos ou desvalorizados aqui o que torna a experiência em algo um pouco estranho e até confuso.segunda-feira, 12 de outubro de 2015
Crítica: Sicario - Infiltrado (Sicario) . 2015
Podemos constatar que Denis Villeneuve tem um certo fascínio por histórias sombrias e misteriosas, que através de uma atmosfera absolutamente envolvente nos transportam para dentro da tela da forma mais hipnotizante que pode haver. Sicario é o perfeito exemplo de um excelente thriller de acção, apenas com alguns aspectos previsíveis mas que não prejudicam em nada a experiência final.
O filme lida com algumas das questões e consequências devastadoras das chamadas guerras da droga entre Estados Unidos e México. Kate Macer (Emily Blunt) é uma agente do FBI responsável por liderar uma unidade especial de narcóticos. Depois de descobrir cadáveres executados por um poderoso cartel, e mesmo com pouca experiência naquilo que é a verdadeira luta contra as drogas, é convidada para participar na missão que levará a cabo a descoberta do líder desse mesmo cartel. Kate e o seu parceiro de unidade (Daniel Kaluuya) seguem as ordens de um conselheiro de justiça (Josh Brolin) e do misterioso colombiano que o acompanha (Benicio Del Toro) sem nunca saber ao certo aquilo que os espera. A inexperiência de Kate torna-se uma angústia constante, o que fará vir ao de cima todas as suas inseguranças e medos reflectidos na sua postura e atitudes, quando começa a por em causa todo o propósito e valor da missão.quinta-feira, 8 de outubro de 2015
Crítica: The Walk - O Desafio (The Walk) . 2015
The Walk - O Desafio é o mais recente filme de Robert Zemeckis (Trilogia Back to the Future, Forrest Gump, Cast Away) contando a fantástica e verídica história de um aventureiro francês, Philippe Pettit (Joseph Gordon-Levitt). Apaixonado desde cedo pelas artes de rua, em especial pelo equilibrismo, ao ver numa revista uma foto das Torres Gémeas do World Trade Center, decide fazer o impossível. Partir para Nova Iorque e arranjar um plano para ilegalmente conseguir chegar ao topo das torres, atravessando-as no arame.
Narrado na primeira pessoa, Pettit mostra-nos algumas das peripécias mais importantes da sua vida, mas nunca com a devida envolvência. O verdadeiro fascínio surge somente na última meia hora de filme, onde realmente é explorada a premissa e somos transportados para dentro da tela, sendo levados literalmente até ao topo das torres, vivendo todas as emoções ao rubro. Apesar de alguns aspectos relevantes sobre o desenvolvimento do personagem principal, os dois primeiros actos - que abordam a infância e adolescência de Pettit, tal como quais foram as suas motivações e porque ganhou o gosto pelas artes e o entretenimento - acabam por se tornar um pouco repetitivos, fazendo com que a sua duração pareça até maior que aquilo que realmente é.
Narrado na primeira pessoa, Pettit mostra-nos algumas das peripécias mais importantes da sua vida, mas nunca com a devida envolvência. O verdadeiro fascínio surge somente na última meia hora de filme, onde realmente é explorada a premissa e somos transportados para dentro da tela, sendo levados literalmente até ao topo das torres, vivendo todas as emoções ao rubro. Apesar de alguns aspectos relevantes sobre o desenvolvimento do personagem principal, os dois primeiros actos - que abordam a infância e adolescência de Pettit, tal como quais foram as suas motivações e porque ganhou o gosto pelas artes e o entretenimento - acabam por se tornar um pouco repetitivos, fazendo com que a sua duração pareça até maior que aquilo que realmente é.terça-feira, 6 de outubro de 2015
Crítica: Black Mass - Jogo Sujo (Black Mass) . 2015
Se há subgénero dentro dos crime films que me agrade mais do que qualquer outro, são filmes de gangsters. Quer sejam elas histórias verídicas ou ficcionais, este é o tipo de filme que me cativa de maneira especial. Por causa disso mesmo, Black Mass era um dos meus mais esperados para este ano.
Em 1975, James "Whitey" Bulger (Johnny Depp), um perigoso gangster, controla quase todo o crime organizado no Sul de Boston em conjunto com os seus parceiros, liderando o chamado Winter Hill Gang. Enquanto Bulger disputa território com a máfia italiana, vê o seu irmão (Benedict Cumberbatch) em ascensão na carreira politica e um amigo de infância (Joe Edgerton) em progresso no FBI. Devido às circunstâncias surge assim a oportunidade perfeita de passar despercebido e encoberto de toda uma vida de crime, extorsão, drogas, dinheiro e mortes.
Em 1975, James "Whitey" Bulger (Johnny Depp), um perigoso gangster, controla quase todo o crime organizado no Sul de Boston em conjunto com os seus parceiros, liderando o chamado Winter Hill Gang. Enquanto Bulger disputa território com a máfia italiana, vê o seu irmão (Benedict Cumberbatch) em ascensão na carreira politica e um amigo de infância (Joe Edgerton) em progresso no FBI. Devido às circunstâncias surge assim a oportunidade perfeita de passar despercebido e encoberto de toda uma vida de crime, extorsão, drogas, dinheiro e mortes.
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