terça-feira, 19 de abril de 2016

Crítica: Demolição (Demolition) . 2015


Parece que 2015 não foi grande ano para Jake Gyllenhaal. Demolition é mais um caso disso. Depois do monte de clichés que é Southpaw e a cambada de gente a mais contida em Everest, foi difícil ver o seu talento constantemente desperdiçado em filmes que não fazem jus ao que é capaz de fazer.

Davis (Jake Gyllenhaal) é um bem sucedido investidor da banca com uma vida de sonho. Quando a sua mulher Julia (Heather Lind) morre num acidente de viação, este sente-se pressionado pelo sogro (Chris Cooper), que por acaso também é o seu patrão, para se recompor do trauma. A verdade é que ao contrario daquilo que todos pensam, Davis parece não se sentir nada afectado pelo trágico acontecimento. Quando escreve uma carta de reclamação para uma empresa de maquinas de venda, começa a criar laços de afecto com Karen (Naomi Watts) a responsável pelo departamento de apoio ao cliente. Através do vazio inexplicável que sente, e da frieza e arrogância com que lida com a perda, Davis começa a conhecer e compreender melhor tudo aquilo que lhe escapava antes da tragédia e também ao ajudar Karen e o seu problemático filho de 15 anos, conseguirá demolir a vida que tinha outrora e aceitar aquilo que é de verdade.

É certo que Jean-Marc Vallée já marca a sua presença de forma sólida em Hollywood, mas a verdade é que acabo sempre por achar que os actores nos seus filmes dão muito mais de si, do que qualquer outro aspecto no filme chega a dar (o mesmo acontece nas suas duas obras anteriores, Dallas Buyers Club e Wild), pois a inconsistência da narrativa acaba por sobressair. Os factos que nos são dados sabem a pouco, os personagens mal desenvolvidos e o filme transforma-se em algo tão vazio quando o seu personagem principal, mesmo apesar do esforço do excelente Jake Gyllenhaal, ou não estaríamos a falar de um dos melhores da sua geração. Naomi Watts é outro dos exemplos, com um papel sem grande substancia, onde lhe é dado pouco para poder trabalhar. As ideias abordadas são de facto interessantes, mas ficam um pouco perdidas no limbo, sem grandes caminhos por onde seguir.

Em Demolition nem tudo é mau, existem momentos bem estruturados, onde o equilíbrio entre o drama e o humor resulta, mas nunca chega a satisfazer.

Classificação final: 2,5 estrelas em 5.
Data de Estreia: 21.04.2016

4 comentários:

  1. Oi?! Não encontrei embasamento em sua crítica, foi muito rasa na verdade. Enfim, é questão de opinião, mas ainda acredito que a crítica, mesmo que negativa, deve ser melhor fundamentada.

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    1. A minha intensão nunca é contar mais que o necessário, apenas destaco de forma simples (rasa até se quiser chamar assim) o melhor e o pior de cada filme. Até porque apesar da nota ser negativa, poderá haver gente que quer ver o filme sem ter de saber informação que prejudique o visionamento do mesmo e posteriormente tirar as suas próprias conclusões. Obrigada pelo comentário.

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    2. Como eu disse, é uma questão de opinião, mas quando digo rasa, quero dizer que foi ruim mesmo. Sua resposta foi evasiva, e assim como sua crítica, vazia! Quando li tive a sensação de que você realmente não preto atenção, até pq o roteiro não é o aspecto negativo do filme. Precisa melhorar em alguns aspectos sua análise. Não meu comentário como algo ruim, é uma crítica à sua crítica

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    3. Claro. Mas não se trata de ser evasiva, trata-se de justificar o seu comentário acerca do fundamento. Agradeço o seu manifesto, pois é sempre bom quando alguém quer trocar ideias mesmo que seja para dizer que são más. Isto é um blog amador, não profissional e o que escrevo aqui são meras opiniões sobre o que os filmes me transmitem.

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