domingo, 25 de junho de 2017

Crítica: Mulher Maravilha (Wonder Woman) . 2017


A DC Comics têm deixado todos um pouco com um pé atrás. Desde os tempos da trilogia The Dark Night que os filmes têm vindo a perder o brilho e o interesse que Christopher Nolan colocou outra vez no mundo dos super heróis e foi preciso uma senhora para restituir o brilho desses tempos! Patty Jenkins realiza este Mulher Maravilha cheio de girl power, mas acima de tudo conjugando uma realização competente, com um argumento bem estruturado com uma história que segue os seus princípios até ao fim, aliada a uma mensagem importante sobre valores humanos e muito carisma no que toca aos seus personagens.

Na ilha escondida de Themyscira, casa das guerreiras amazonas criada pelos deuses do Olimpo para proteger a raça humana, nasceu e foi educada Diana (Gal Gadot), filha de Hippolyta (Connie Nielsen) e Zeus, que deixou a essas guerreiras uma arma poderosa capaz de matar o seu filho Ares, Deus da Guerra. Hippolyta acredita que Ares nunca irá regressar, mas a sua irmã Antiope (Robin Wright) treina Diana para ser guerreira, mesmo contra a vontade da mãe. Quando o avião do espião americano Steve Trevor (Chris Pine) cai na ilha de Themyscira, a ilha é invadida por militares Alemães que o perseguem, o que compromete o secretismo em torno da ilha mágica criada pelo rei dos deuses. Ao ver a fúria e o ódio dos homens perante si, Diana decide voltar para o mundo dos homens com Steve, para combater Ares acreditando que ele é o responsável pelo cenário da Primeira Guerra Mundial, que encontra assim que chega a Londres.

Recheado de acção e de boa dinâmica, Gal Gadot enche o ecrã num papel que parece ter sido criado especialmente para si, tendo uma química fortíssima com Chris Pine a seu lado que tem vindo a demonstrar que estes papeis com charme à mistura resultam muito bem consigo. Os momentos de humor vão sendo frequentes, pois Diana desconhece a maneira de estar e falar no mundo dos comuns mortais. O filme transporta até ao fim um espírito de positivismo enorme e a forma como Gal Gadot transparece o seu amor pela personagem que interpreta surpreende imenso, atribuindo um grande significado ao valor da amizade, amor e vontade de criar os mecanismos necessários para criar um mundo melhor. A cota negativa é talvez atribuída em maior força à quantidade de CGI que é utilizado, "abonecando" muitas das cenas, apesar de saber que neste caso dificilmente poderia ter sido feito de outro jeito, tendo em conta a exigência dos personagens em si.

Mulher Maravilha revela-se uma lufada de ar fresco, perante uma DC sempre escura e deprimente, que desta vez nos anima e entretém a serio durante duas horas que mais parecem ser 5 minutos.

Classificação final: 4 estrelas em 5.
Data de Estreia: 14.06.2017

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