Este era um daqueles que já estava na minha watchlist há algum tempo. Obvious Child é a refrescante rom-com indie que lá aparece de vez em quando. Com uma história bastante simples e inteligente, o filme diverte mas também emociona graças à radiante performance de Jenny Slate com quem criamos uma empatia imediata.

A argumentista e realizadora
Gillian Robespierre conta-nos a história que gira em torno de Donna Stern (
Jenny Slate), uma descontraída comediante de Brooklyn incapaz de levar alguma coisa na sua vida de forma séria. Depois de ter sido deixada pelo seu namorado, Donna e o seu melhor amigo embebedam-se e ela acaba por ter sexo com Max (
Jake Lacy), um doce e charmoso rapaz que acabou de conhecer num bar. É então que fica grávida. Sem quaisquer preconceitos ou juízos de valor o aborto é tema que imediato vem a tona e naturalmente vamos seguindo a história de uma jovem imprudente que está longe de estar pronta para ser mãe.

Com diálogos super fluidos e uma boa química entre personagens o aborto é um tema tratado com imensa serenidade e à vontade, coisa que poderá ser mais susceptível a quem possa ser contra. O mais curioso é que
Gillian Robespierre é realmente capaz tratar o tema seguindo uma certa perspectiva e sensatez. É claro que Donna tem dúvidas e se sente frágil numa fase inicial, mas rapidamente esclarece ideias dentro da sua cabeça que a levam a tomar uma decisão da qual nunca se poderá arrepender. É impossível ficar indiferente à personagem encantadora de
Jenny Slate que brilha a cada momento, num papel que parece ter sido criado na perfeição para ela.
Obvious Child é de facto inteligente e hilariante.
Classificação final: 4 estrelas em 5.
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