terça-feira, 29 de julho de 2014

Crítica: Garden State (2004)


Não sabia bem o que esperar sobre este filme. Desde que saiu que ouvia falar dele mas não sabia nada sobre a história. Finalmente decidi vê-lo e apesar de ter lido muito boas criticas, a verdade é que não me consegui conectar com ele. Deixou-me sempre na expectativa de ver algo mais e isso não acontece. Desde o inicio que a história fica encalhada no mesmo lugar e o que é certo é que não há grande resolução na história a não ser o facto de acabar com o mesmo cliché de sempre, o típico final de filme amoroso em que o amor resolve tudo.

Escrito, realizado e protagonizado por Zach Braff, aqui ele interpreta um actor muito reservado que volta a sua terra natal passado muitos anos para ir ao funeral da sua mãe. Depressa percebemos que ele é um pouco perturbado e tem muitos problemas por resolver consigo mesmo. Voltando às origens ele vai tentar entender o porque do seu fraco estado emocional e também descobrir que afinal ele sempre esteve preso ao passado e necessita de uma mudança na sua vida pacata de pseudo-estrela de cinema em Los Angeles.

Nunca pensei que Natalie Portman me pudesse irritar, eu adoro vê-la representar, mas o que é certo é que algumas das suas cenas são mesmo irritantes! Ela fez o que pode, com um papel muito pobre. A mesma coisa aconteceu com Peter Sarsgaard que não teve muito por onde pegar também. Todos os personagens precisavam de mais desenvolvimento e isso prejudicou o filme substancialmente.

O grande problema que tive com Garden State foi mesmo o facto de nunca me conseguir conectar com ele, não senti que parecesse real e algumas das cenas chegam a ser um pouco ridículas. Chegamos ao fim sentindo um grande vazio, pois o filme nunca chega a entregar aquilo que promete e por isso é muito decepcionante.





Classificação final: 2,5 estrelas em 5.

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