quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Crítica: Rio Perdido (Lost River) . 2014


Algures entre o neo-noir, o fantástico e o drama encontramos Rio Perdido, aquele tipo de filme que por vezes denominamos de estranho, mas que curiosamente consegue ser hipnotizante. Esta é a estreia do actor Ryan Gosling na realização (o argumento também é seu) e percebemos claramente quais as suas influências, nomeadamente algumas semelhanças com o cinema de Terrence Malick, mas sobretudo com Nicolas Winding Refn (com quem Gosling já trabalhou duas vezes, em Drive e Only God Forgives).

Rio Perdido é passado numa cidade quase fantasma, onde Billy (Christina Hendricks) vive com os dois filhos. Bones (Iain De Caestecker), o seu filho mais velho, tenta ajuda-la com o que pode, para não perderem a casa de família, visto que já tem três mensalidades da hipoteca e atraso. Quando Billy conhece um novo gerente do banco (Ben Mendelsohn), este oferece-lhe um novo e místico emprego onde lhe é garantido que pode começar a ganhar muito mais dinheiro. A forte vontade de Gosling em querer sempre mostrar um lado mais profundo e simbólico do que estamos a ver, pode tornar-se por vezes fora de contexto e confuso, mas ao mesmo tempo provoca um certo mistério e um lado poético que fascina.


Uma atmosfera de perigo é algo constante ao longo do filme, quase como se de um filme pós-apocalíptico se trata-se. Figuras bizarras é o que não falta e por vezes até pensamos se não estaremos afinal a assistir a um filme de terror. O filme não é mau, mas existem algumas coisas que não satisfazem. Apesar de ser visualmente apelativo e a sua cinematografia ser absolutamente bela, é quando toca a substância que as coisas tendem em falhar, como por exemplo, a pouca informação acerca dos personagens, que chegam a ser demasiado vagos e superficiais, e pouca informação acerca do meio envolvente e do porquê de algumas situações estarem a acontecer.

Ryan Gosling não fez um mau trabalho, mas ainda precisa de encontrar o seu próprio caminho e não estar tão colado a coisas bastante semelhantes. O que é certo é que já conseguiu despertar curiosidade suficiente em mim para querer ver o que fará a seguir, nesta nova faceta da sua carreira.

Classificação final: 3 estrelas em 5.
Data de Estreia: 17/09/2015

2 comentários:

  1. a Bárbara Steele, rainha dos filmes de terror, aparece neste filme, não fala quase, é uma velhinha sentada que morre no incêndio.

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